Lenacapavir, injeção aplicada apenas duas vezes por ano, não registrou novas infecções entre mulheres na extensão de um dos seus estudos e teve apenas um novo caso no outro. No Brasil, medicamento já foi aprovado pela Anvisa, mas não tem previsão de chega
Novos dados reforçam a eficácia de uma injeção aplicada a cada seis meses para prevenir a infecção pelo HIV. O medicamento, conhecido como lenacapavir, apresentou resultados próximos de 100% de proteção nos estudos que avaliaram sua utilização como profilaxia pré-exposição (PrEP).
A principal vantagem do tratamento é a longa duração. Em vez de depender da ingestão diária de comprimidos, a pessoa recebe uma aplicação semestral, o que pode facilitar a adesão à prevenção e reduzir o risco de esquecimentos.
O lenacapavir não é uma vacina contra o HIV. Trata-se de um medicamento antirretroviral desenvolvido para impedir que o vírus se estabeleça no organismo após uma possível exposição. No Brasil, a estratégia vem sendo avaliada para possível oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Veja também

SUS começa a oferecer novo medicamento para pacientes com ELA em fase inicial
Canetas emagrecedoras são consideradas seguras e eficazes para crianças com obesidade, aponta estudo
Os novos resultados mantêm a expectativa de que a injeção possa representar um avanço importante na prevenção do HIV, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para seguir corretamente a rotina de medicamentos diários.
Apesar dos resultados promissores, a utilização do medicamento depende de avaliação médica e de protocolos específicos de prevenção. A aplicação também não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, por isso outras medidas de prevenção continuam importantes.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
A expectativa é que novos estudos e avaliações definam como o medicamento poderá ser incorporado às estratégias de prevenção no país.