Nos produtos da primeira Newfit, foram encontradas substâncias que não aparecem na composição informada na embalagem. Já no caso da SharkPro, problema foi nas boas práticas da fabricação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, venda, distribuição e uso de suplementos alimentares das marcas Newfit e Shark Pro. As medidas foram tomadas após a identificação de substâncias não informadas nos rótulos e de falhas consideradas graves no processo de fabricação.
No caso da Newfit, uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) encontrou sibutramina, fluoxetina e furosemida no produto. Nenhuma das três substâncias aparecia na composição indicada na embalagem, que informava ingredientes como Chlorella, Spirulina, cúrcuma, psyllium e crômio.
A presença dos componentes não declarados foi considerada pela Anvisa um indício de adulteração. Diante da irregularidade, a agência determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, exportação, fabricação, propaganda e uso de todos os lotes do Newfit.
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Já no caso da Shark Pro, fabricada pela empresa RCA Labs, o problema foi identificado durante uma inspeção da Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, em São Paulo. Os fiscais encontraram falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação, incluindo problemas no controle e armazenamento de matérias-primas e ausência de registros de manutenção preventiva dos equipamentos.
Também foram identificadas irregularidades como falta de estudos de estabilidade dos suplementos, produtos sem regularização, ausência de informações sobre alergênicos e falta de declaração sobre possível contaminação cruzada. Por isso, a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de todos os suplementos da Shark Pro, independentemente do lote.
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As resoluções foram assinadas na sexta-feira (14) e publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU). Com as determinações, os produtos das duas marcas não devem ser fabricados, vendidos ou utilizados enquanto as medidas sanitárias estiverem em vigor.