Entre as exigências estão a realização de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa e a produção de resenhas sobre obras relacionadas ao tema
O padre Danilo César firmou um acordo com o Ministério Público Federal para não responder criminalmente por intolerância religiosa contra Preta Gil. Ele havia sido denunciado no ano passado após questionar, durante uma missa no Agreste da Paraíba, “por que os orixás não teriam ressuscitado Preta Gil”.
Segundo a homologação da juíza federal Cristiane Mendonça Lage, obtida pela reportagem, o pároco assinou um termo de confissão reconhecendo a conduta considerada discriminatória. Com isso, comprometeu-se a cumprir uma série de medidas educativas para evitar a abertura de ação penal.
Entre as exigências estão a realização de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa e a produção de resenhas sobre obras relacionadas ao tema. O padre também deverá pagar uma prestação pecuniária de R$ 4.863, destinada a uma associação de apoio a comunidades afrodescendentes.
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O acordo ainda determina a participação do sacerdote em um ato inter-religioso, ao lado de representantes da Igreja Católica e de religiões de matriz africana, com a presença de integrantes da família de Preta Gil, em João Pessoa. Caso descumpra as condições estabelecidas, o documento assinado poderá ser utilizado como prova em eventual reabertura da ação penal.
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Além da atuação do MPF, Gilberto Gil enviou uma notificação extrajudicial à Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia de Areial, e ao padre Danilo César, cobrando uma retratação pública pelas declarações. A reportagem entrou em contato com a defesa do padre e com a Diocese de Campina Grande para obter posicionamento. O texto será atualizado caso haja manifestação.