Espécie foi solta em área monitorada pelo Ibama no Nordeste há quase dois anos e já apresentou reprodução
A arara-vermelha-grande voltou a se reproduzir na Mata Atlântica após cerca de dois séculos de ausência no bioma, segundo informações de um projeto de reintrodução ambiental no sul da Bahia.
O primeiro nascimento de filhotes na natureza foi registrado neste mês, marcando um avanço considerado histórico para a conservação da espécie, que havia desaparecido da região devido ao desmatamento e à captura ilegal ao longo dos séculos.
A iniciativa é conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que desde 2022 realiza a reintrodução de aves no habitat original. As araras passam por processos de adaptação, incluindo avaliação clínica, microchipagem, quarentena e treinamento em viveiros antes da soltura.
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Após a liberação, os animais são monitorados em áreas de floresta em regeneração, onde caixas-ninho artificiais foram instaladas. Foi em uma dessas estruturas que ocorreu a reprodução confirmada.
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Reprodutor (direita) atacando arara (esquerda) que se
aproximou do ninho. (Foto: Divulgação/Ibama)
A espécie já foi amplamente distribuída pelo território brasileiro, mas hoje tem populações naturais concentradas principalmente no Centro-Oeste e Norte do país. Na Mata Atlântica, o avanço é considerado relevante por também contribuir para a regeneração florestal, já que a ave ajuda na dispersão de sementes ao se alimentar de frutos.
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O projeto integra um conjunto de ações de reintrodução de espécies ameaçadas no Brasil e reforça estratégias de restauração ecológica em áreas degradadas do bioma.