Apenas uma parte menor do estado segue em condição considerada normal, incluindo a capital, Manaus
Cheia dos rios no Amazonas segue avançando e já provoca impactos significativos em diversas regiões do estado. De acordo com os dados mais recentes da Defesa Civil, mais de 133 mil pessoas foram afetadas pelas inundações, enquanto pelo menos 15 municípios estão em situação de emergência, cenário que evidencia a gravidade do período de cheia em 2026.
Além das cidades em emergência, outras localidades também enfrentam dificuldades: cerca de quatro municípios estão em estado de alerta e mais de 30 permanecem em nível de atenção, sob monitoramento constante das autoridades. Apenas uma parte menor do estado segue em condição considerada normal, incluindo a capital, Manaus.
Os impactos são sentidos principalmente em comunidades ribeirinhas e áreas de difícil acesso, onde o avanço das águas provoca alagamentos, compromete moradias, dificulta o transporte e afeta o abastecimento de alimentos e serviços básicos. Em algumas regiões, rios como o Juruá e o Solimões já atingiram níveis elevados, agravando a situação e forçando a adoção de medidas emergenciais.
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Entre os municípios mais atingidos estão cidades localizadas nas calhas dos rios Juruá, Purus e Alto Solimões, onde a elevação dos níveis das águas tem sido mais intensa. Nessas áreas, moradores enfrentam perdas materiais, deslocamentos e risco à saúde, especialmente devido à contaminação da água e ao aumento de doenças típicas do período de inundação.

Foto: Reprodução
Diante do cenário, o governo estadual e as prefeituras intensificaram ações de assistência, com envio de cestas básicas, água potável, kits de higiene e equipamentos para purificação da água. Equipes da Defesa Civil também atuam no monitoramento contínuo dos rios e no apoio às famílias atingidas, buscando minimizar os impactos da cheia.
Especialistas alertam que o nível dos rios ainda pode continuar subindo nas próximas semanas, já que o pico da cheia na região costuma ocorrer entre maio e junho. Isso mantém o estado em alerta, com possibilidade de novos municípios entrarem em situação de emergência.
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O avanço das águas reforça um desafio recorrente na região amazônica: conciliar o ciclo natural dos rios com a proteção das populações mais vulneráveis. A cheia de 2026, assim como em anos anteriores, evidencia a necessidade de planejamento contínuo e ações estruturais para reduzir os impactos desses eventos extremos sobre milhares de famílias.