Seguro ficou em primeiro lugar, com pouco mais de 30% dos votos, enquanto Ventura apareceu em segundo, com cerca de 24%
Portugal vive um momento político histórico. Pela primeira vez em quatro décadas, o país não conseguiu eleger seu presidente da República no primeiro turno das eleições. A votação realizada neste domingo terminou sem que nenhum candidato alcançasse a maioria absoluta dos votos, o que levou a disputa para um segundo turno marcado para o dia 8 de fevereiro.
Com a maior parte das urnas apuradas, os dois candidatos mais votados foram António José Seguro, ex-líder do Partido Socialista (PS), e André Ventura, líder do partido Chega. Seguro ficou em primeiro lugar, com pouco mais de 30% dos votos, enquanto Ventura apareceu em segundo, com cerca de 24%.
Outros nomes importantes da disputa ficaram para trás, como João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, o almirante Henrique Gouveia e Melo, que concorreu como independente, e Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (PSD). A fragmentação dos votos evidenciou um cenário político dividido e sem consenso entre os eleitores portugueses.
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Fim da era Marcelo Rebelo de Sousa A eleição marca também o fim do ciclo do atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que deixa o cargo após dois mandatos consecutivos. Pela Constituição portuguesa, ele não poderia disputar novamente o posto, abrindo espaço para uma das eleições presidenciais mais disputadas dos últimos anos.
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Embora o cargo de presidente em Portugal tenha caráter majoritariamente institucional, o chefe de Estado possui poderes relevantes, como vetar leis aprovadas pelo Parlamento, dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições em momentos de crise política.