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Após vazamento de dados sensíveis, conselheiro de segurança dos EUA deve deixar cargo, diz agência
Foto: Reprodução

O conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Michael Waltz, deve deixar o cargo em breve. De acordo com a agência de notícias Reuters, ele está sendo pressionado a se demitir devido ao vazamento de mensagens de um grupo do alto escalão do governo Trump, no aplicativo de mensagens Signal, ocorrido em março.

 

Fontes da agência apontaram ainda que o vice dele, Alex Wong, também está deixando a função. Wong atuou no Departamento de Estado focado na Coreia do Norte durante o primeiro mandato de Trump e também é especialista em assuntos relacionados à Ásia.

 

Essa é a primeira reformulação que o governo republicano passa desde que assumiu o poder, em janeiro, embora não tenha havido nenhum pronunciamento oficial sobre a demissão dos dois.

 

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O escândalo veio à tona quando Waltz incluiu, por engano, Jeffrey Goldberg, editor-chefe da revista The Atlantic, ao grupo de mensagens chamado "Houthi PC small group", no qual autoridades de segurança nacional planejaram um ataque militar ao Iêmen. 

 

O grupo incluía outros nomes de peso da administração, como o vice-presidente JD Vance, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o secretário de Estado Marco Rubio, a diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard e a chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles. 

 

Fontes relataram ainda que esse episódio não teria sido o único fator contra Waltz. Ao que parece, ele era muito agressivo para Trump e acabou sendo visto como alguém que não coordenava de maneira efetiva a política externa entre diversas agências, papel fundamental para seu cargo. 

 

Desde que o escândalo veio à tona, Waltz enfrentava duras críticas dentro da Casa Branca, o governo em sua primeira crise interna. Na época, Trump teve uma reunião com o conselheiro e expressou sua preferência por manter conversas desse tipo em um ambiente mais seguro, “com paredes de chumbo”, expressando seu descontentamento com o escândalo. Apesar disso, o presidente e demais membros da Casa Branca manifestavam sua confiança nele. 

 

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Embora se fale sobre o desligamento do conselheiro, ainda não há informações sobre quem o substituiria. Uma das opções é Steve Witkoff, enviado especial dos EUA e que esteve envolvido tanto na diplomacia entre Rússia e Ucrânia quanto no Oriente Médio.

 

Fonte:Terra

 

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