Diante do avanço do aquecimento global, surge uma dúvida: será que podemos utilizar alternativas para aproveitar o calor extra na Terra?
Com o avanço das mudanças climáticas e o aumento das temperaturas em várias partes do planeta, muita gente acredita que o aquecimento global poderia favorecer a geração de energia solar. Apesar da lógica parecer simples, especialistas afirmam que a realidade é diferente.
Segundo pesquisadores ouvidos por especialistas do setor, os painéis fotovoltaicos dependem principalmente da incidência de luz solar para gerar eletricidade, e não do calor excessivo. Em muitos casos, temperaturas muito altas podem até reduzir a eficiência dos equipamentos.
Especialistas explicam que o aumento da temperatura provoca aquecimento dos módulos solares, o que pode diminuir o desempenho na conversão da luz em energia elétrica. Além disso, eventos extremos ligados às mudanças climáticas, como queimadas, fumaça e alterações na nebulosidade, também podem afetar a produção energética.
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Embora o aquecimento global possa trazer alguns efeitos pontuais em determinadas regiões, cientistas destacam que os impactos negativos superam qualquer possível benefício isolado. Entre as preocupações estão secas prolongadas, enchentes, perda de biodiversidade, aumento do nível do mar e prejuízos à produção de alimentos.
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Mesmo diante desse cenário, a energia solar continua sendo uma das principais apostas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e combater os efeitos das mudanças climáticas. Relatórios internacionais apontam que a fonte solar deve liderar o crescimento da geração de eletricidade no mundo até o fim da década.