A apresentação local era uma condição indispensável para a liberação de recursos por parte dos organismos multilaterais
O outro triângulo de ferro, composto pelo presidente Javier Milei, o ministro da Economia, Luis Caputo, e o presidente do Banco Central, Santiago Bausili, esteve mais ativo do que nunca nas últimas 72 horas, com um sigilo que tinha um objetivo claro: fazer o anúncio fora do horário de funcionamento do mercado para dar início ao que chamam de fase três da gestão libertária. E, acima de tudo, articular cada detalhe com os anúncios que viriam do exterior. A apresentação local era uma condição indispensável para a liberação de recursos por parte dos organismos multilaterais.
A saída do controle cambial e a modificação do regime de câmbio não são apenas mais um passo em uma Argentina que enxerga o dólar como termômetro da gestão. No entanto, Luis Caputo repetiu para aliados e opositores que “é irrelevante” o que acontecer com a moeda americana na segunda-feira.
Não nos importa o que acontecer no primeiro dia porque estamos convencidos da sustentabilidade do plano. Quando assumimos, muitos empresários apostaram em um dólar a 3.000 pesos e perderam. Agora sabemos que não há nenhum fundamento para se preocupar -- respondeu com otimismo a uma alta fonte do gabinete, poucos minutos depois de ter recebido uma mensagem da diretora do FMI confirmando que o aporte seria formalizado.
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O ministro está convencido de que o que importa são os pilares do seu plano: o equilíbrio fiscal, a quantidade de pesos em circulação e, agora, a capitalização do balanço do Banco Central.
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Não precisamos convencer as pessoas. Isso não está baseado em expectativas, e sim em fatos -- disseram pessoas próximas ao titular da Economia enquanto faziam cálculos. -- Não se trata mais de gerar expectativas, como era na gestão Macri. Esse modelo acabou. Agora falamos com base em fatos, e a realidade é que molda as expectativas -- afirmaram.
Fonte: O Globo