Material radioativo usado em medicina nuclear mobiliza autoridades e reforça risco de contaminação mesmo em pequenas exposições.
As autoridades da Argentina emitiram um alerta nacional após o desaparecimento de uma cápsula contendo césio-137 em um centro médico na cidade de Rosário, a cerca de 300 quilômetros de Buenos Aires. O material sumiu na última terça-feira (16) e era utilizado na calibração de equipamentos de medicina nuclear.
Embora o risco seja classificado como baixo pela Autoridade Reguladora Nuclear argentina, o governo orientou a população a não tocar nem manipular o objeto caso ele seja encontrado, reforçando a necessidade de cautela devido à natureza altamente perigosa da substância.
O césio-137 é um elemento radioativo já associado a um dos maiores acidentes radiológicos do mundo, ocorrido em Goiânia, em 1987. Na ocasião, o contato com o material provocou contaminação em massa e resultou em mortes e impactos duradouros à saúde pública.
Veja também
.jpg)
Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz em meio a nova escalada de tensão no Oriente Médio
Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e eleva tensão no Oriente Médio
A substância emite radiação beta e gama. A primeira representa risco elevado quando há ingestão, inalação ou contato direto com ferimentos. Já a radiação gama tem alto poder de penetração e pode causar danos graves mesmo sem contato físico direto.
O episódio reacende a atenção para os efeitos prolongados da radioatividade. O césio-137 possui meia-vida de cerca de 30 anos, o que significa que sua radioatividade diminui lentamente ao longo do tempo. Especialistas estimam que o material pode levar aproximadamente 300 anos para se tornar inofensivo.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
No Brasil, resíduos do acidente de Goiânia seguem armazenados e monitorados até hoje, evidenciando a persistência dos riscos associados ao elemento e a necessidade de controle rigoroso em seu manuseio e descarte.