O militar prestou esclarecimentos e foi liberado
A Polícia Civil do Distrito Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz realizada pela Polícia Militar em Taguatinga, na noite de segunda-feira (15).
Segundo o registro da ocorrência, uma pistola Glock calibre 9 milímetros e 30 munições foram encontradas dentro de um veículo oficial da Presidência da República conduzido por um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Durante a abordagem, o militar informou aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro e que não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte do armamento.
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Em depoimento à Polícia Civil, o sargento afirmou que integra o GSI e que havia retirado a pistola da residência oficial do presidente após identificar uma falha mecânica no percussor. Segundo ele, o armamento seria encaminhado para reparo e devolvido posteriormente.
Após analisar o caso, a autoridade policial concluiu que não houve crime, uma vez que o militar possui porte funcional de arma em razão do cargo que ocupa. No entanto, determinou a apreensão da pistola devido à ausência da documentação necessária para o transporte do equipamento.
O militar prestou esclarecimentos e foi liberado. Já o relatório da ocorrência foi encaminhado ao STF por citar Bolsonaro como proprietário da arma apreendida.
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A comunicação ocorre em meio ao cumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de investigações em andamento. O caso agora poderá ser analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos processos relacionados ao ex-chefe do Executivo.