Ofensiva com mísseis e drones atingiu todos os 10 distritos da capital ucraniana durante a madrugada desta quinta-feira, destruindo prédios residenciais e forçando moradores a buscarem abrigo no metrô
A Rússia realizou, na madrugada desta quinta-feira (2), um dos maiores bombardeios contra Kiev desde junho, utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. A ofensiva deixou ao menos 17 mortos e dezenas de feridos, além de provocar destruição em diversas áreas da capital ucraniana.
Segundo autoridades locais, o ataque atingiu todos os 10 distritos da cidade, em ambos os lados do rio Dnipro, causando explosões intensas por várias horas. O serviço de emergência da Ucrânia informou que dezenas de estruturas foram danificadas, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que pelo menos 34 pessoas ficaram feridas, incluindo paramédicos e motoristas de ambulância. Entre os locais mais afetados estão prédios residenciais, edifícios administrativos e áreas comerciais.
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No distrito de Desnianskyi, um prédio residencial de nove andares ficou parcialmente destruído, deixando moradores presos sob os escombros. Incêndios também foram registrados em diferentes regiões da cidade, incluindo Sviatoshynskyi, Darnytskyi e Holosiivskyi.
Diante dos alertas de ataque aéreo, milhares de moradores buscaram abrigo em estações subterrâneas de metrô, levando crianças, animais de estimação e pertences pessoais. O clima de tensão aumentou após sucessivas explosões ao longo da madrugada.
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Foto: Stringer / Reuters
O presidente Volodymyr Zelensky havia alertado previamente sobre o risco de novos bombardeios e encurtou uma viagem oficial à Irlanda para acompanhar a situação no país.
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A escalada dos ataques acontece em meio ao aumento das ofensivas com drones entre Rússia e Ucrânia, ampliando a tensão em uma guerra que já dura mais de quatro anos.
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