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Ataques de abelhas: veja o que fazer após picadas e quando procurar ajuda médica
Foto: Divulgação

Brasil já registrou 75 mortes por ataques de abelhas em 2026; especialistas alertam para risco de anafilaxia e intoxicação após várias picadas

O Brasil registrou 24.137 acidentes com abelhas e 75 mortes entre janeiro e agosto de 2026, segundo o Painel Epidemiológico de Animais Peçonhentos. O número de óbitos já supera o registrado durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas 74 mortes em 24.835 ocorrências. Diante do aumento dos casos, especialistas orientam sobre os cuidados após ataques.

 

Segundo a alergista e imunologista Aline Gomes, é importante diferenciar uma reação alérgica de uma intoxicação provocada pela grande quantidade de veneno. Em casos leves, podem surgir vermelhidão, dor e inchaço no local da picada. A orientação é lavar a região com água e sabão e aplicar uma compressa fria. Já sintomas como urticária generalizada, inchaço, falta de ar ou sensação de fechamento da garganta exigem atendimento médico imediato, pois podem indicar anafilaxia.

 

Mesmo pessoas que não têm alergia podem apresentar um quadro grave quando sofrem múltiplas picadas, devido à grande quantidade de veneno que entra no organismo. Quando o ferrão permanecer na pele, ele deve ser retirado o quanto antes, sem apertar a região. Pode-se utilizar a borda de um cartão, uma régua ou a unha rente à pele para removê-lo. Não é recomendado espremer o local.

 

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 Em caso de ataque de um enxame, a orientação é correr para um ambiente fechado, como uma casa ou veículo, protegendo principalmente o rosto e os olhos. Não tente espantar as abelhas com as mãos e não entre em rios, piscinas ou lagos, pois os insetos podem permanecer sobre a água. A retirada de enxames deve ser feita por equipes especializadas, como o Corpo de Bombeiros.

 

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Quem já teve reação alérgica grave deve seguir as orientações do médico e, quando prescrita, manter consigo a adrenalina autoinjetável. Pessoas que já apresentaram alergia ao veneno também podem ser avaliadas para imunoterapia específica. Para prevenir acidentes, especialistas recomendam evitar perfumes e cheiros fortes, roupas muito coloridas e atenção especial ao consumo de bebidas doces em ambientes externos. Em caso de muitas picadas, falta de ar, tontura ou inchaço intenso, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. 

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