O número de pessoas mortas em ataques de ursos na Rússia chegou a 30 nesta segunda-feira (2), após a morte de um homem de 62 anos na região de Tomsk, na Sibéria. O aumento dos casos preocupa as autoridades, principalmente porque a maioria dos ataques fatais ocorreu em um intervalo de poucos meses, entre setembro e o início de novembro.
Segundo dados do governo russo, a população de ursos-pardos mais que dobrou nas últimas três décadas e alcançou aproximadamente 308 mil animais. Especialistas apontam que invernos mais curtos e amenos contribuíram para esse crescimento. Neste ano, uma primavera precoce e seca reduziu a oferta de frutas silvestres, enquanto incêndios florestais levaram os animais a procurar alimento em áreas urbanas.
Diante da sequência de ataques, autoridades de diferentes regiões adotaram medidas de emergência e incentivaram o abate dos animais. Na região de Irkutsk, foi lançada uma campanha para caçar mais de 500 ursos-pardos. Desde o início da operação, em 2 de outubro, os serviços de emergência chegam a receber até 80 chamadas por dia sobre a presença dos animais em áreas habitadas.
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Ataques também foram registrados em Buriátia, Kamchatka, Kemerovo, Novosibirsk, Komi e nas proximidades de Sochi. Nas áreas próximas ao lago Baikal, são oferecidas recompensas de até 15 mil rublos por urso abatido. Em Tomsk, o valor pode chegar ao dobro. O Partido Verde, por sua vez, pediu ao Parlamento russo a criação de multas para quem alimentar os animais ou descartar lixo de maneira inadequada.
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O medo tomou conta de comunidades próximas às florestas. Em Podtesovo, moradores relatam evitar caminhadas, restringir a circulação de crianças e até temer a presença dos animais dentro de propriedades particulares. A expectativa das autoridades é que a situação diminua até o fim do ano, quando os ursos devem retornar às tocas para o período de hibernação.