Prévia do PIB divulgada pelo Banco Central aponta queda puxada pela indústria e pelos serviços, apesar do avanço da agropecuária.
A economia brasileira registrou queda de 0,6% em junho, na comparação com maio, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta segunda-feira (17). O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), calculado oficialmente pelo IBGE.
O recuo foi influenciado principalmente pelo desempenho da indústria, que caiu 1,4%, e do setor de serviços, com retração de 0,5%. Em contrapartida, a agropecuária apresentou crescimento de 1%, amenizando parte da queda no resultado geral.
De acordo com o economista Cesar Bergo, o desempenho ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que projetava retração de cerca de 0,53%. Segundo ele, fatores como os juros elevados, o cenário internacional, o aumento da dívida pública e questões climáticas, incluindo impactos no custo da energia elétrica, contribuem para uma perspectiva mais cautelosa.
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Com esse cenário, as projeções para o crescimento da economia em 2026 vêm sendo revisadas para baixo, com estimativas apontando expansão inferior a 2% ao longo do ano.
Apesar do resultado negativo em junho, o IBC-Br ainda acumula alta de 1,5% nos últimos 12 meses.
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O indicador acompanha mensalmente o desempenho da atividade econômica com base nos setores de agropecuária, indústria, serviços e arrecadação de impostos, funcionando como um termômetro da economia antes da divulgação oficial do PIB pelo IBGE.