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Atlas da Violência: Brasil perdeu mais de 300 mil jovens assassinados em 11 anos
Foto: Canva/ Imagem ilustrativa

Dados foram revelados nesta terça-feira (26)

O Brasil registrou mais de 300 mil jovens assassinados nos últimos 11 anos, segundo dados do Atlas da Violência 2026 divulgados nesta terça-feira (26). O levantamento aponta que, entre 2014 e 2024, 301.825 jovens de 15 a 29 anos foram mortos no país, o equivalente a uma média de 75 homicídios por dia.

 

Somente em 2024, foram contabilizadas 19.801 mortes de jovens, com taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Quando considerados os chamados “homicídios ocultos”, casos de mortes violentas sem causa determinada, o índice sobe para 46,1 por 100 mil.

 

HOMENS JOVENS SEGUEM COMO PRINCIPAIS VÍTIMAS


O estudo revela que a maioria absoluta das vítimas é composta por homens. Dos jovens assassinados em 2024, 18.545 eram do sexo masculino. A taxa de homicídios entre homens jovens chegou a 78 por 100 mil habitantes.

 

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Segundo especialistas, a violência letal está diretamente ligada a fatores como desigualdade social, racismo estrutural, vulnerabilidade econômica e concentração da criminalidade em regiões periféricas, principalmente no Norte e Nordeste do país.

 

BAHIA LIDERA RANKING DA VIOLÊNCIA JUVENIL


O Atlas mostra diferenças expressivas entre os estados brasileiros. São Paulo apresentou a menor taxa de homicídios juvenis em 2024, com 10,7 mortes por 100 mil jovens.

 

Já a Bahia registrou o pior índice do país, com 114,7 homicídios por 100 mil jovens, uma taxa mais de dez vezes superior à paulista.

 

Entre os estados que mais reduziram a violência juvenil na última década aparecem Distrito Federal, Goiás e São Paulo. Já Amapá, Pernambuco e Bahia registraram aumento nos índices.

 

VIOLÊNCIA TAMBÉM ATINGE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


O relatório ainda aponta que o Brasil registrou média de 14 crianças e adolescentes assassinados por dia em 2024.

 

Entre adolescentes de 15 a 19 anos, foram contabilizados 4.570 homicídios no ano passado. Apesar da queda de 55,8% em relação a 2014, essa continua sendo a faixa etária mais atingida pela violência letal.

 

O levantamento destaca ainda o crescimento alarmante da violência sexual contra crianças dentro do ambiente doméstico. As notificações de violência sexual contra crianças de 0 a 4 anos aumentaram 369% nos últimos dez anos.

 

IMPACTO SOCIAL E ECONÔMICO PREOCUPA ESPECIALISTAS


Além da tragédia humana, o Atlas da Violência alerta para os impactos sociais e econômicos provocados pela morte precoce de milhares de jovens brasileiros.

 

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Segundo o estudo, o país perde parte significativa de sua força produtiva justamente na fase de consolidação profissional e educacional da população jovem, ampliando os prejuízos sociais causados pela violência crônica no Brasil.
 

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