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Atrasos salariais na saúde do Amazonas deixam terceirizados em dificuldades e provocam cobrança contra secretário. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Denúncias apontam que profissionais de hospitais estaduais enfrentam dificuldades até para comprar alimentos; ex-gestor cobra explicações de Luís Alberto Saraiva e pede fiscalização dos órgãos de controle.

Relatos de atrasos salariais e dificuldades financeiras enfrentadas por trabalhadores terceirizados da rede estadual de saúde do Amazonas provocaram novas críticas à gestão do secretário de Estado de Saúde, Luís Alberto Saraiva. Nesta terça-feira (3/11), o ex-gerente de Hospitais e Fundações do Amazonas, Michael Lemos, publicou cobranças direcionadas à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), após receber denúncias sobre a situação de profissionais que atuam em unidades hospitalares.

 

Segundo os relatos divulgados por Lemos, funcionários vinculados à organização social AGIR, responsável por serviços no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e no Instituto da Mulher Dona Lindu, estariam enfrentando atrasos nos pagamentos. A situação, conforme as denúncias, tem provocado dificuldades para trabalhadores que dependem dos salários para manter as despesas básicas de suas famílias.

 

Um dos relatos compartilhados pelo ex-gestor descreve o caso de uma técnica de saúde que teria sido encontrada chorando durante o expediente por não possuir dinheiro suficiente para comprar o próprio almoço. A profissional, segundo a mensagem, sustenta duas filhas pequenas e estaria enfrentando dificuldades para garantir a alimentação da família.

 

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Diante das denúncias, Michael Lemos direcionou críticas à administração de Luís Alberto Saraiva e cobrou explicações sobre a regularidade dos pagamentos às empresas terceirizadas. Para o ex-gerente, é inaceitável que profissionais responsáveis pelo funcionamento de serviços essenciais dos hospitais estaduais enfrentem dificuldades dessa dimensão.

 

A cobrança ocorre após declarações anteriores do secretário sobre a regularização dos repasses às empresas prestadoras de serviços. Em setembro, Saraiva afirmou que os pagamentos já haviam alcançado despesas atrasadas referentes ao mês de junho. Na ocasião, entretanto, também reconheceu a existência de valores pendentes em razão da indisponibilidade de recursos orçamentários.

 

Os novos relatos colocam em dúvida a efetividade da regularização anunciada e aumentam a pressão para que a SES-AM apresente informações atualizadas sobre os pagamentos, os valores em aberto e os prazos previstos para quitar os compromissos.

 

Print de denúncia onde servidores cobram secretário de Saúde do AM

 

EMPRÉSTIMO DE R$ 1,462 BILHÃO TAMBÉM ENTRA NA DISCUSSÃO

 

Outro ponto levantado por Michael Lemos foi o empréstimo de R$ 1,462 bilhão contratado pelo Governo do Amazonas junto ao Banco do Brasil, em outubro de 2026. O financiamento, assinado durante a gestão de Roberto Cidade, prevê a aplicação dos recursos em áreas como infraestrutura, parcerias e habitação, conforme as finalidades estabelecidas no contrato.

 

Ao mencionar a operação financeira, o ex-gestor questionou as prioridades da administração estadual e defendeu maior transparência sobre a situação orçamentária da saúde pública.

 

Foto: Divulgação

 

Documento do empréstimo após servidores cobram secretário de Saúde do AM

 

Embora o empréstimo tenha destinação específica e não represente, necessariamente, recursos disponíveis para o pagamento de salários, o valor bilionário passou a integrar o debate sobre a gestão financeira do Estado e a necessidade de garantir condições adequadas aos profissionais que atuam na rede pública.

 

O ex-deputado federal Marcelo Ramos também manifestou críticas à administração estadual e defendeu que órgãos de controle investiguem procedimentos relacionados à Secretaria de Saúde.

 

ÓRGÃOS DE CONTROLE SÃO COBRADOS POR FISCALIZAÇÃO

 

As denúncias não se restringem a uma única categoria. Conforme as informações divulgadas por Lemos, os atrasos estariam afetando profissionais de diferentes áreas, incluindo limpeza, radiologia, transporte e atendimento médico.

 

Diante desse cenário, o ex-gerente defende o acompanhamento do caso pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). A intenção é que os órgãos verifiquem os contratos, os repasses financeiros e as eventuais pendências envolvendo as empresas responsáveis pelos serviços terceirizados.

 

A preocupação também envolve a proximidade das festas de fim de ano, período em que os trabalhadores precisam de estabilidade financeira para custear despesas familiares.

 

Ao final das cobranças, Michael Lemos direcionou um apelo ao governador Roberto Cidade e ao secretário Luís Alberto Saraiva, exigindo esclarecimentos e providências para solucionar os problemas relatados.

 

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Enquanto os profissionais aguardam a regularização dos pagamentos, a situação amplia a pressão sobre a gestão estadual e reforça a necessidade de transparência na administração dos recursos destinados à saúde pública do Amazonas. 

 

 

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