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Audiência nos EUA reforça críticas técnicas ao tarifaço, mas decisão final deve ser política
Foto: Reprodução

O primeiro dia das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) reforçou a avaliação de empresários e economistas brasileiros de que não há fundamentos técnicos para a aplicação de novas tarifas sobre produtos do Brasil. Segundo participantes, até representantes americanos demonstraram compreender os argumentos apresentados pelos setores produtivos, embora a decisão final dependa exclusivamente do presidente Donald Trump.

 

Durante a audiência, representantes brasileiros defenderam que a sobretaxação pode elevar custos para a indústria americana, pressionar a inflação e prejudicar consumidores e empresas dos Estados Unidos. Apesar disso, setores americanos ligados à pecuária e ao etanol manifestaram apoio à adoção de novas sanções comerciais, enquanto o governo brasileiro segue negociando diretamente com autoridades americanas por meio de canais diplomáticos.

 

A expectativa agora se volta para a participação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, que fará pronunciamento no segundo dia das audiências. Empresários brasileiros esperam que ele defenda a suspensão da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e apoie uma negociação imediata entre os dois países, abandonando a proposta de deixar uma solução apenas para depois das eleições.

 

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Em documento enviado ao USTR, Flávio Bolsonaro afirma ser contrário às tarifas e às medidas envolvendo o Pix, argumentando que as sanções prejudicariam exportadores brasileiros, consumidores americanos e até a oposição política no Brasil. O senador também propõe a criação de um mecanismo de negociação bilateral para discutir temas como comércio digital, propriedade intelectual, etanol, desmatamento e tarifas.

 

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Enquanto isso, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha as audiências apenas como observador e reforça que as negociações oficiais continuam ocorrendo por meio de canais diplomáticos. Nos bastidores, integrantes do Itamaraty e do Palácio do Planalto avaliam que ainda há espaço para reduzir o alcance das tarifas ou ampliar a lista de produtos isentos, embora considerem improvável a suspensão completa das medidas propostas pelos Estados Unidos. 

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