A companhia aérea Azul Linhas Aéreas anunciou nesta sexta-feira (20) que concluiu com sucesso seu processo voluntário de reestruturação financeira nos Estados Unidos e deixou oficialmente o Chapter 11 da lei de falências norte-americana.
Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que sai do processo com o balanço fortalecido e mais preparada para garantir estabilidade de longo prazo e crescimento sustentável.
Segundo a Azul, a reestruturação foi viabilizada por acordos com seus principais credores, incluindo a arrendadora de aeronaves AerCap, além de investidores estratégicos como United Airlines e American Airlines.
Veja também

FIEMG aponta cenário incerto após decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas comerciais
Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump
DÍVIDA BILIONÁRIA REDUZIDA
De acordo com a companhia, o processo resultou em:
-redução de aproximadamente US$ 1,1 bilhão em dívidas de empréstimos e financiamentos;
-queda de quase 40% na dívida relacionada ao arrendamento de aeronaves;
-diminuição estimada de mais de 50% nos pagamentos anuais de juros.
A Azul informou ainda que seu novo capital social passa a ser de R$ 21,7 bilhões, dividido em mais de 54 trilhões de ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.
SAÍDA OFICIAL DO CHAPTER 11
A empresa explicou que a conclusão do processo ocorreu após o pagamento integral do financiamento debtor-in-possession (modalidade de crédito usada durante a recuperação judicial) e a liquidação da oferta pública de ações anunciada ao mercado em fevereiro deste ano. O procedimento foi conduzido perante o Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York.
Em nota, a Azul destacou que a reestruturação marca um novo momento para a companhia:
“Saímos desse processo com uma estrutura financeira mais saudável, posicionados para maior estabilidade no longo prazo e crescimento sustentável.”
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Com a reorganização concluída, a empresa agora mira a retomada de investimentos e a consolidação de suas operações em um cenário ainda desafiador para o setor aéreo global.