Estudo sugere que eliminar a bactéria pode ser estratégia terapêutica no futuro. A Fusobacterium nucleatum vive naturalmente na boca, mas pode disseminar-se para outros locais do corpo
Um estudo internacional chamou atenção da comunidade médica após identificar a presença da bactéria Fusobacterium em 64% das mulheres diagnosticadas com endometriose.
O micro-organismo vive naturalmente na boca humana, mas pesquisadores descobriram que ele também pode estar ligado ao desenvolvimento e agravamento da doença ginecológica que afeta milhões de mulheres no mundo.
Segundo os cientistas, a bactéria foi encontrada em amostras de tecido do útero e da região pélvica de pacientes com endometriose. A descoberta levanta a possibilidade de que infecções bacterianas tenham papel importante na inflamação e progressão da doença.
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Especialistas explicam que a endometriose acontece quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando dores intensas, inflamações e até infertilidade em alguns casos.
A pesquisa também mostrou que mulheres com maior presença da bactéria apresentavam quadros mais graves da doença. Os resultados abriram caminho para futuros tratamentos com antibióticos e terapias voltadas ao controle de bactérias específicas.
Apesar da descoberta considerada promissora, médicos alertam que ainda são necessários novos estudos para confirmar a relação direta entre a Fusobacterium e a endometriose.
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A doença atinge milhões de mulheres em idade fértil e muitas pacientes levam anos até conseguir um diagnóstico correto por causa dos sintomas que frequentemente são confundidos com cólicas menstruais comuns.