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Bactérias estão comendo o Titanic em silêncio, diz pesquisa
Foto: Reprodução

Novo micróbio encontrado no navio pode acelerar a corrosão de navios e inspirar soluções para descarte submarino

Pesquisadores identificaram uma nova espécie de bactéria que está contribuindo para a corrosão acelerada dos destroços do Titanic, naufragado a quase 4 mil metros de profundidade no oceano Atlântico Norte.

 

De acordo com os cientistas, o microrganismo está diretamente envolvido no desgaste contínuo da estrutura metálica do navio e pode representar um risco adicional para embarcações e instalações submersas, como plataformas de petróleo.

 

A bactéria foi descoberta em um "rustículo" (formação de ferrugem semelhante a uma estalactite) coletado do casco do Titanic. O microrganismo recebeu o nome Halomonas titanicae, em referência direta ao navio.

 

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Durante as análises, conduzidas por equipes do Canadá e da Espanha, os pesquisadores observaram que a bactéria tem a capacidade de aderir a superfícies de aço e formar acúmulos de ferrugem. Essas estruturas porosas, embora aparentem ser sólidas, contêm uma comunidade diversificada de bactérias que atuam em conjunto para degradar o metal.Os cientistas acreditam que esses rustículos se formam justamente por processos microbiológicos, em que a H. titanicae atua como peça-chave na corrosão.

 

Carcaça do Titanic em 2024

 

Apesar de representar uma ameaça à conservação de estruturas metálicas submersas, a bactéria também pode ter aplicações positivas. Os pesquisadores sugerem que ela poderia ser utilizada na biodegradação controlada de embarcações antigas e plataformas marítimas desativadas, desde que estejam livres de substâncias tóxicas.

 

Carcaça do Titanic em 2010

Fotos: Reprodução

 

Entretanto, ainda há incertezas sobre a origem exata do microrganismo — se ele já estava presente na área antes do naufrágio ou se surgiu posteriormente. Entender esse processo pode ajudar na criação de tecnologias para proteger outras estruturas metálicas expostas ao ambiente marinho profundo.

 

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Segundo os pesquisadores, descobrir como essas bactérias atuam nos dá pistas importantes não apenas sobre a dinâmica dos oceanos, mas também sobre como desenvolver materiais e revestimentos mais resistentes à corrosão no futuro.Em 2025, o mundo voltou a falar sobre o Titanic após o lançamento de um documentário que investigou a implosão do submersível Titan, da empresa OceanGate, durante uma expedição aos destroços do navio. O acidente reacendeu o interesse global sobre os mistérios que ainda cercam o local da tragédia marítima mais famosa da história.

 

Fonte: Portal IG

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