O presidente do Banco Central afirmou que a autoridade monetária está incomodada com as expectativas desancoradas da meta de inflação
O Banco Central está “bastante incomodado” com a inflação e as expectativas desancoradas, ou seja, fora da meta, no Brasil, afirmou o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, nesta quinta-feira (23/10).
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, está em 5,17% no acumulado de 12 meses, acima da meta de 3% fixada pelo BC.
Galípolo reforçou que a política monetária deve se manter em um patamar restritivo, ou seja, com juros altos, por um período prolongado. Hoje, a taxa básica de juros brasileira, a Selic, está em 15% ao ano.
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“A inflação e expectativas seguem fora do que é a meta, isso é um ponto de bastante incômodo para o Banco Central, mas estamos falando de uma inflação que está num processo de redução e retorno para a meta em função de um Banco Central que vem se mostrando sempre bastante diligente e tempestivo no combate a qualquer tipo de processo inflacionário”, disse o presidente do BC durante apresentação no Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta.
Galípolo viaja integrando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As falas foram reportadas pela agência Reuters.
De acordo com o presidente do fisco, a economia brasileira vem passando por um ciclo de crescimento contínuo, mas mantém a inflação fora da meta, o que demanda que BC permaneça com uma taxa de juros num patamar elevado e restritivo por um período prolongado.
Para ele, esse tipo de decisão é fundamental para que seja possível combinar nível baixo de desemprego, crescimento positivo e inflação.
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Apesar de participar da missão junto ao governo brasileiro, o presidente não escapa das críticas de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defendem um corte na taxa de juros, alegando que a política monetária está altamente restritiva no país.
Fonte: Metrópoles