Na ata divulgada nesta terça-feira (5), o Comitê de Política Monetária informou que as últimas divulgações de inflação mostraram sinais claros de efeitos da guerra no Oriente Médio
O Banco Central voltou a destacar um cenário econômico marcado por forte incerteza e afirmou que os próximos passos da taxa básica de juros (Selic) dependerão diretamente da evolução e da duração dos conflitos internacionais, especialmente da guerra no Oriente Médio.
Segundo a autoridade monetária, o ambiente externo segue instável e com impactos potenciais sobre preços de commodities, inflação global e condições financeiras. Esse quadro tem levado o BC a adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária.
Em análises recentes, o Banco Central já vinha indicando que a intensidade e a persistência das tensões geopolíticas são fatores decisivos para calibrar o ritmo de eventuais cortes ou manutenção da Selic. A avaliação é de que um conflito mais prolongado pode manter pressões inflacionárias e limitar o espaço para redução dos juros.
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A autoridade monetária também tem reforçado que decisões futuras dependerão da evolução dos dados econômicos e da confirmação de um cenário mais estável, tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse contexto, o BC mantém a sinalização de cautela, evitando antecipar mudanças na taxa básica.
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O posicionamento ocorre em meio a um ambiente global volátil, no qual choques externos continuam sendo determinantes para a política monetária de países emergentes como o Brasil.