A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) marcou para 8 de setembro o julgamento de um processo administrativo que envolve o Banco Master e integrantes da família Vorcaro. A investigação apura suspeitas de irregularidades relacionadas à terceira emissão de cotas do fundo imobiliário Brazil Realty FII.
Entre os acusados estão Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seu pai, Henrique Moura Vorcaro, e o primo Felipe Cançado Vorcaro, além de empresas ligadas à operação. A CVM investiga possíveis práticas de fraude no mercado de capitais, violação de deveres fiduciários e de informação e tentativa de dificultar a fiscalização.
Segundo a investigação, a operação envolveu a emissão de cerca de R$ 250 milhões em cotas do Brazil Realty. Parte dos recursos teria sido direcionada para empresas ligadas aos próprios acusados, com ativos que, segundo a apuração, poderiam ter sido avaliados acima de seu valor real.
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O processo chama atenção também pela demora. A apuração foi aberta em 2020 e acumulou anos de tramitação, além de centenas de dias decorrentes de pedidos de vista. Houve ainda tentativas de encerrar o caso por meio de termos de compromisso, mas as propostas acabaram não sendo aceitas pelo colegiado.
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Agora, o julgamento está marcado para 8 de setembro, às 15h, no Rio de Janeiro, com relatoria do diretor João Accioly. Os envolvidos poderão apresentar suas defesas e fazer sustentação oral. O caso é mais um capítulo do escândalo envolvendo o Banco Master e coloca a atuação da CVM sob os holofotes diante das suspeitas de irregularidades no mercado financeiro.