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Bancos pressionam BC para liberar compulsório e reforçar caixa do FGC após crises
Foto: Divulgação

Instituições defendem uso de depósitos obrigatórios para recompor fundo abalado pelos casos Banco Master e Will Bank.

A necessidade de recomposição do caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master entrou no centro das discussões entre os principais bancos do país e o Banco Central. As instituições financeiras defendem a liberação de uma parcela dos depósitos compulsórios como forma de fortalecer o fundo responsável por proteger depositantes em caso de falências bancárias.

 

O depósito compulsório corresponde à parcela dos recursos que os bancos são obrigados a manter retida no Banco Central para situações emergenciais. Em momentos de crise, como durante a pandemia da Covid-19, parte desse montante chegou a ser liberada para estimular a economia.

 

Estimativas do mercado apontam que o caso do Banco Master deve consumir cerca de R$ 40 bilhões do FGC. Com a recente liquidação do Will Bank, anunciada no último dia 21, o impacto adicional deve ser de aproximadamente R$ 6,3 bilhões.

 

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Dados divulgados pelo próprio FGC em novembro de 2025 indicam que o fundo possuía R$ 125 bilhões em caixa. Após os desembolsos previstos, restariam cerca de R$ 78 bilhões disponíveis para eventuais novas intervenções no sistema financeiro.

 

Além da liberação parcial do compulsório, bancos e o FGC discutem o adiantamento de cinco anos nas contribuições obrigatórias das instituições ao fundo. A proposta prevê uma antecipação de aproximadamente R$ 30 bilhões, valor que os bancos defendem que seja compensado pela liberação de recursos hoje retidos no Banco Central.

 

A expectativa é que as contribuições referentes aos próximos 60 meses sejam quitadas já no início de 2026. Caso o reforço não seja suficiente, está em debate a cobrança de uma contribuição extraordinária, que pode chegar a 50% do valor das contribuições regulares.

 

Atualmente, cada banco associado ao FGC contribui com, no mínimo, 0,01% do total de instrumentos financeiros garantidos. Esse percentual pode ser elevado conforme o nível de risco da instituição e o tipo de operação realizada.

 

A discussão sobre o fortalecimento do fundo começou antes mesmo da decretação da liquidação do Banco Master, em novembro. Grandes bancos defendem mudanças nas regras de contribuição para que instituições mais arriscadas especialmente as que dependem fortemente de instrumentos garantidos, como CDBs passem a contribuir mais.

 

Entre os temas em análise está o aumento da contribuição de bancos mais alavancados. Uma revisão das normas está prevista para o segundo semestre de 2026.

 

ENTENDA O QUE É O FGC

 

O Fundo Garantidor de Créditos é uma associação civil sem fins lucrativos, criada em 1995 com autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), após uma crise bancária que levou à quebra de diversas instituições. Seu principal objetivo é proteger depositantes e investidores, além de contribuir para a estabilidade do sistema financeiro nacional.

 

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O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira ou conglomerado prudencial, com um limite global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. Entre os produtos cobertos estão conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA, conforme o regulamento do fundo. 

 

 

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