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Bandeira histórica do Irã gera polêmica na Copa e expõe divisão entre governo e oposição
Foto: Divulgação

Símbolo utilizado antes da Revolução Islâmica de 1979 voltou a aparecer nos estádios e reacendeu debates políticos envolvendo torcedores iranianos durante o Mundial.

O símbolo, que exibe a figura de um leão e um sol ao centro, foi a bandeira oficial do país até a Revolução Islâmica de 1979. Desde então, passou a ser associado por parte da diáspora iraniana à identidade histórica do país e à oposição ao atual regime instalado em Teerã.

 

Embora mantenha as tradicionais cores verde, branca e vermelha, a bandeira difere do modelo adotado pela República Islâmica em 1980. Após a revolução, o governo substituiu o antigo brasão pelo atual símbolo da República Islâmica e incorporou inscrições religiosas ao desenho oficial.

 

Atualmente, apenas a bandeira oficial é reconhecida pela Fifa em competições internacionais. A entidade considera a versão pré-revolucionária um símbolo de natureza política e, por isso, sua utilização nos estádios é proibida pelas normas do torneio.

 

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Apesar da restrição, o símbolo voltou a ser exibido por torcedores e manifestantes que vivem fora do Irã. Nos Estados Unidos, onde reside uma das maiores comunidades iranianas do mundo, grupos opositores ao regime utilizaram a bandeira durante atos realizados antes da partida.

 

A controvérsia ganhou força após a Federação Iraniana de Futebol solicitar à Fifa rigor na aplicação das regras para impedir a entrada da bandeira nos estádios. Autoridades iranianas também manifestaram preocupação com possíveis protestos relacionados ao cenário político do país durante os jogos da Copa.

 

A discussão não é inédita. Durante a Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar, torcedores relataram restrições ao portar a bandeira histórica em arenas esportivas. Em 2026, a entidade máxima do futebol manteve a mesma orientação, alegando que materiais de caráter político não são permitidos dentro dos locais de competição.

 

O tema chegou inclusive à Justiça dos Estados Unidos. Organizações ligadas à oposição iraniana contestam a proibição e defendem que a bandeira representa valores históricos e culturais do povo iraniano, além de simbolizar a luta por liberdade e democracia.

 

A polêmica evidencia a divisão existente entre setores da diáspora iraniana e o governo de Teerã. Para muitos opositores, a antiga bandeira representa uma identidade nacional distinta da atual República Islâmica. Já para as autoridades iranianas, o único símbolo legítimo do país é a bandeira oficial adotada após a revolução.

 

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Em meio ao clima esportivo da Copa do Mundo, a questão demonstra como disputas políticas e históricas continuam presentes entre parte dos torcedores iranianos espalhados pelo mundo. 

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