Primeiro-ministro israelense afirma que divergências com Donald Trump são naturais e garante que o Irã não terá acesso a armas nucleares.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira (15) que mantém diferenças de opinião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas ressaltou que isso não compromete a relação entre os dois países. A manifestação ocorreu após a assinatura de um acordo de entendimento entre Washington e Teerã.
Durante entrevista coletiva, Netanyahu afirmou que divergências são comuns entre aliados e destacou que sua principal responsabilidade é garantir a segurança de Israel.
“O presidente dos Estados Unidos tem suas responsabilidades, e eu tenho as minhas como primeiro-ministro de Israel. Nem sempre concordamos, e isso faz parte de qualquer parceria”, afirmou.
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Sem entrar em detalhes sobre os termos do acordo firmado entre os governos americano e iraniano, o líder israelense reiterou sua preocupação com o programa nuclear do Irã e destacou que Israel continuará monitorando de perto as ações de Teerã.
Segundo Netanyahu, as operações realizadas por Israel nos últimos anos contribuíram para impedir avanços no desenvolvimento de armas nucleares pelo governo iraniano.
“O Irã não terá armas nucleares. Essa continua sendo uma prioridade estratégica para Israel”, declarou.
O premiê também indicou que o país manterá uma postura de vigilância e continuará adotando medidas consideradas necessárias para sua defesa, mesmo após o entendimento diplomático entre os Estados Unidos e o Irã.
Netanyahu reafirmou ainda que as forças israelenses permanecerão em áreas consideradas estratégicas para a segurança nacional, incluindo regiões no sul do Líbano, na Faixa de Gaza e em partes da Síria.
Ao comentar o acordo, o líder israelense afirmou que ainda existem dúvidas sobre os desdobramentos práticos do entendimento firmado entre Washington e Teerã e destacou que o governo israelense seguirá acompanhando atentamente a situação.
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As declarações ocorrem em meio a debates dentro de Israel sobre os impactos do acordo para a segurança regional e para a liberdade de ação militar do país no Oriente Médio.