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Bebê de 1 ano é vítima de tortura e agressões e mãe e padrasto são presos em São Paulo
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Mãe e padrasto estão presos preventivamente por suspeita de tortura e tentativa de homicídio de criança de 1 ano, em São João da Boa Vista (SP). Violência aconteceu por 4 meses

Um bebê de apenas 1 ano teria sido submetido a uma série de agressões físicas e psicológicas durante pelo menos quatro meses em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a criança era vítima da própria mãe, de 20 anos, e do padrasto, de 33, que foram presos temporariamente por suspeita de tortura e tentativa de homicídio.

 

A investigação começou após denúncias e, inicialmente, o caso era tratado como uma possível queda acidental. Durante as apurações, porém, policiais analisaram depoimentos, documentos médicos, exames periciais e dados extraídos dos celulares dos suspeitos. Os elementos reunidos levaram a polícia a concluir que a criança vinha sofrendo violência física e psicológica havia meses.

 

Segundo o delegado responsável pelo caso, o bebê era privado de sono, recebia medicamento controlado sem prescrição, era isolado como forma de castigo e sofria agressões com uma colher de pau. A polícia também afirma que o rosto da criança era colocado repetidamente em uma bacia com água quente e que ela teria sido submetida a caminhadas durante a madrugada. Em determinado momento, o menino sofreu um grave traumatismo craniano e precisou ser internado em uma UTI.

 

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O exame médico apontou um quadro compatível com trauma craniano abusivo e afastou tecnicamente a hipótese de acidente doméstico. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam medicamentos controlados, uma colher de madeira, uma máquina de choque, uma bacia plástica, celulares, uma arma falsa e uma algema. Os objetos serão analisados para auxiliar no esclarecimento do caso.

 

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A mãe e o padrasto foram presos temporariamente por 30 dias, enquanto a investigação continua para esclarecer a dinâmica das agressões e a participação de cada um dos suspeitos. Após receber alta hospitalar, a criança passou a ficar sob os cuidados do pai biológico. A polícia também apura possíveis tentativas de ocultação de vestígios e combinação de versões durante a investigação. 

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