Apesar da detecção de níveis de álcool em amostras de néctar, pesquisadores afirmam que os beija-flores não ficam embriagados com o consumo
Os beija-flores, conhecidos por seu papel essencial na polinização e na reprodução das plantas, podem estar consumindo pequenas quantidades de álcool sem que muita gente imagine. Isso acontece porque o néctar das flores, principal fonte de alimento dessas aves, pode conter traços de etanol.
Pesquisadores identificaram que, na maioria das amostras analisadas, os níveis de álcool são muito baixos. Ainda assim, em um dos casos foi registrada uma concentração de 0,056% de etanol. Pode parecer pouco, mas chama atenção quando se considera a quantidade de néctar ingerida diariamente por essas aves, que pode chegar a até 150% do próprio peso corporal.
No caso do beija-flor-de-anna, comum na costa do Pacífico, o consumo diário pode atingir níveis comparáveis, proporcionalmente, a uma dose de bebida alcoólica em humanos. Mesmo assim, os cientistas garantem que os animais não ficam bêbados.
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Isso ocorre porque o organismo dos beija-flores funciona de forma extremamente acelerada, queimando rapidamente o que consomem. Dessa forma, o álcool não chega a se acumular no corpo a ponto de causar efeitos de embriaguez.
Outro detalhe curioso é que essas aves evitam néctar com concentrações mais altas de álcool. Estudos mostram que, quando o nível ultrapassa cerca de 1%, elas simplesmente deixam de consumir, o que indica uma espécie de adaptação natural.
A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley e publicada na revista Royal Society Open Science, abre caminho para novas investigações sobre como diferentes espécies lidam com o etanol presente naturalmente na alimentação.
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Os cientistas acreditam que o fenômeno pode revelar adaptações fisiológicas ainda pouco compreendidas, mostrando que a relação com o álcool no reino animal é muito mais complexa do que se imaginava.