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Beneficiários do programa Bolsa Família denunciam golpes por meio de saques ilegais em lotérica e caixas eletrônicos de agências bancárias nos municípios do Purus e Madeira
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Fora de operação do Sistema Caixa de Loterias ao menos dois meses, a Lotérica Lábrea no interior do Amazonas poderá ser investigada por suas supostas irregularidades em benefícios dos programas sociais, como o Bolsa Família sob a responsabilidade do Governo Federal.

 

Essa é a segunda vez que a única Lotérica da cidade labreense é fechada sem que a Agência da Caixa Econômica Federal (CEF-AM), tanto na Unidade Local quanto através da Superintendência do banco estatal, em Manaus, sem que divulgue nota de esclarecimento ao público. “Os mesmos golpes acontecem há anos nos municípios do Purus e Madeira”, acrescentaram fontes.

 

Por conta disso, parte de um grupo de beneficiários do programa Bolsa Família que foi nesta segunda-feira (8) à Lotérica tomar satisfações “deu com os burros n’água” e sem ter aquém apelar na cidade, disseram à Reportagem que, “ninguém assume nada e só nos resta denunciar à imprensa”.

 

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De acordo com o que disseram os beneficiários do programa Bolsa Família, “a maioria que sofreu os golpes em suas contas, já admitiu que perdeu o dinheiro dos benefícios e não tem mais esperança de recuperar mais nada”. Sobre o motivo do fechamento da Lotérica, a Reportagem não obteve ainda nenhum posicionamento da Agência local da Caixa, em Lábrea.

 

Os supostos golpes do Bolsa Família, em Lábrea, segundo policiais que prenderam um funcionário da Lotérica acusado de participação no esquema, “a Polícia local fez o seu papel e deteve um dos acusados”. Enquanto isso, o gerente ainda não teria sido localizado ou preso para responder as possíveis fraudes cometidas contra beneficiários do município amazonense.

 

Segundo levantamento extraoficial à porta da Lotérica e da Agência da Caixa Econômica Federal, a Reportagem uma só comerciante teria em seu poder até 500 cartões de beneficiários do Bolso Família, Vale Gás e Auxílios oriundos de programas sociais mantidos pelo Governo do Estado e Federal. O esquema funciona há décadas e servem como garantia de dívidas contraídas pelos beneficiários no comércio”, apontaram algumas pessoas em segredo.

 

A Reportagem foi informada ainda sobre saques e depósitos no programa Bolsa Família em caixas 24 horas da cidade considerados ilegais. Apesar dos fatos terem se tornado público e notório, “nenhum órgão de controle da Caixa Econômica Federal, tanto em Manaus quanto de Brasília, ainda não se manifestou a respeito do fechamento misterioso da Lotérica de Lábrea”.

 

Bastidores dão conta de que “a concessão da Lotérica Lábrea pertence a um irmão do deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil)” O mesmo, adiantaram fontes, teria terceirizado a unidade para um ex-caixa de loja especializada em venda de redes no Sul do Estado e antes do escândalo do programa Bolsa Família comprara propriedades na localidade conhecida como Passiá, a cerca de 100 quilômetros da cidade de Lábrea.

 

Por sua vez, o escritório JRLS & Associados informou que recebeu pedidos para entrar na Justiçam a favor de clientes da Lotérica Lábrea e contra outras agências bancárias dos rios Purus e Madeira, como descontos indevidos e saques considerados fraudulentos na praça comercial dos municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri, além de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte e Autazes.

 

Segundo o Consultor João Lemes Soares, 53, “minha equipe já entrou em campo’ e disse ele que estuda cada caso, ao garantir que, “após a feitura das peças entrarei diretamente na Justiça Federal após a comprovação de que, verdadeiramente, os clientes da Lotérica e de outras agências tenham sido lesados, como afirmam”.

 

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A rigor, na ausência do Departamento de Polícia Federal no Sul do Amazonas, vários crimes de âmbito federal são empurrados para as delegacias do órgão de Porto Velho (RO) e para a Capital Manaus. Em 2024, o DPF-AM anunciou a implantação de uma Delegacia na cidade de Humaitá, mas, o plano não foi avante e a Polícia Federal não prestou esclarecimento sobre esse recuo, o que deve ter facilitado o avanço do crime organizado na mesorregião amazonense do Purus e Madeira.

 

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