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Presença de comboios do Ipaam no Sul do Amazonas remete ao tempo de grandes operações de reintegração em áreas de proteção ambiental sob alerta permanente
Foto: Reprodução

Comboio durante a travessia da balsa do too Mucuim, divisa entre municípios de Labrea e Canutama

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Um comboio com de agentes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) chegou à divisa dos municípios de Lábrea e Canutama, na última quarta-feira (3). Segundo um dos comandos, “sim, estamos aqui, em missão, mas, o objetivo não será revelado ao menos por enquanto”.

 

Numa rápida conversa na cabeceira da balsa que faz a travessia do rio Mucuim, na dupla divisa dos municípios de Lábrea e Canutama, fonte demonstrou surpresa ao se deparar com a reportagem ao longo da BR-230 (antiga Transamazônica) em meio ao verão amazônico, onde as queimadas e desmatamentos em áreas de fazenda e madeireiras locais costumam ser incontroláveis.

 

Fortemente armados no interior dos veículos e com giroflex ligados, os agentes negaram estar se deslocando para áreas de conflitos agrários em disputa pela posse de terras públicas. No entanto, informa-se que, “tanto na região do alto rio Ipixuna quanto do baixo e médio Assuã e Paciá, “as queimadas, desmatamento, a extração de madeira e de minério mais que dobraram de 2019 a 2025”, a fonte partiu de moradores nativos.

 

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Diante da insistência da reportagem que quis saber o verdadeiro motivo do comboio está em constante movimento naquela parte do Amazonas desde a queima de dragas do garimpo ilegal no Vale do rio Madeira, além de atuarem em conjunto com forças federais, detectou possível cumprimento de reintegração e interdições de fazendas e madeireiras em terras públicas no Sul do Amazonas.

 

Pessoas familiarizadas com o assunto e conhecedoras do episódio criminoso que mais marcou a região de garimpo ilegal do Vale do rio Madeira - o incêndio simultâneo de viaturas e o prédio da Unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Renováveis (Ibama) - em 2017, ainda que a cidade de Humaitá foi tornada zona vermelha para as forças federais e do Estado a partir de chegada de forças em operações de rotina.

 

Ao final da intervenção da reportagem sobre o comando central do comboio integrado por agentes do IPAAM, já na zona de embarque da balsa do rio Mucuim, que viajantes da linha interestadual de ônibus entre à Capital Porto Velho (RO) a o município de Lábrea, lembraram que, “que foi com essa logística que forças de segurança deflagraram a queima de propriedades e dragas de garimpo ilegal, o que resultou na revolta de garimpeiros contra órgãos ambientais, tocando fogo em tudo que encontravam pela frente na cidade de Humaitá”.

 

Segundo conhecido engenheiro que atuou no órgão nos anhos 200 a 2022, geralmente, o IPAAM não combate garimpos ilegais, nem por terra nem por ar, se limitaria a fazer a fiscalização terrestre em terras estaduais, como Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), usando embarcações de pequeno e médio porte, por água ou terra.

 

Por sua vez, um interlocutor garantiu que, “logo estaremos de volta”, o que deixou patenteado uma possível deflagração de um tipo operação relâmpago a ser imposta à microrregião composta pelos rios Mucuim, Paciá, ramais, vicinais, áreas de fazendas e assentamentos sob a responsabilidade da 15ª Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

De acordo com informações, o comboio estaria estacionado na base da cidade de Humaitá, a 600 quilômetros da Capital Manaus depois de retornar de operação, provavelmente, no município de Apuí e num primeiro momento, do Sul do município de Lábrea para estender fiscalização em áreas de pequena e média proporção em se tratando de queimadas e desmatamento ilegal naquela região do Amazonas.

 

A Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), tem feito um trabalho na região do sul do estado para avançar na regularização fundiária de terras, entendendo que essa é uma ferramenta importante para evitar o uso irregular de áreas e o desmatamento, pois confere segurança jurídica aos proprietários. 

 

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- O que, por si só, já justificaria a frequência de trens do IPAAM e do Batalhão Ambiental no Sul do Estado, garantiu o consultor João Lemes e Soares, 50, com atuação nos municípios dessa parte do Amazonas.

 

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