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Bilionários da tecnologia acumulam US$ 845 bilhões em 2026 impulsionados pelo boom da inteligência artificial
Foto: Reprodução

Ricaços de outros setores, porém, acumulam perdas em 2026. Dados até setembro foram compilados pela Bloomberg

Os bilionários ligados ao setor de tecnologia vivem um ano de forte valorização patrimonial em 2026, impulsionados principalmente pelo avanço da inteligência artificial (IA) e pela alta das ações de empresas de tecnologia nos Estados Unidos.

 

Segundo o Bloomberg Billionaires Index, cerca de 100 fortunas ligadas à tecnologia entre as 500 pessoas mais ricas do mundo acumularam US$ 845 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 4,4 trilhões, até 30 de setembro. Trata-se do maior ganho registrado pelo grupo nos primeiros nove meses de um ano.

 

Juntos, os bilionários de tecnologia passaram a concentrar US$ 4,6 trilhões em patrimônio, cerca de R$ 23,9 trilhões. O valor representa 36% da riqueza total dos integrantes do ranking, embora os empresários do setor correspondam a aproximadamente um quinto das pessoas listadas.

 

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Enquanto as fortunas ligadas à tecnologia avançaram, bilionários de outros setores tiveram desempenho bem diferente. Fora da tecnologia, as maiores fortunas do índice perderam, somadas, cerca de US$ 62 bilhões no período.

 

ELON MUSK CONCENTRA PARTE DOS GANHOS

 

O principal destaque foi Elon Musk, considerado o homem mais rico do mundo. Até o fim de setembro, sua fortuna havia aumentado em aproximadamente US$ 310 bilhões, o equivalente a R$ 1,6 trilhão.

 

O valor representa cerca de 40% de todo o crescimento acumulado pelas fortunas de tecnologia no período.

 

Outros empresários também registraram forte valorização. Michael Dell, fundador da Dell Technologies, teve aumento de 81% em seu patrimônio, que chegou a US$ 254 bilhões, impulsionado pelo avanço dos negócios da companhia no segmento de data centers.

 

Mark Zuckerberg também ampliou sua fortuna em cerca de US$ 23 bilhões, enquanto as ações da Meta tiveram forte valorização em setembro após o lançamento de novos produtos de inteligência artificial.

 

MERCADO COMEÇA A DEMONSTRAR PREOCUPAÇÃO

 

Apesar da forte valorização das fortunas, os números também mostram sinais de cautela no mercado.

 

As 500 pessoas mais ricas do mundo atingiram um patrimônio combinado de US$ 13,4 trilhões em junho. Desde então, o valor recuou para aproximadamente US$ 12,6 trilhões, em meio à desaceleração dos mercados e ao aumento das dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial.

 

Parte da preocupação está relacionada ao elevado nível de endividamento utilizado pelas grandes empresas de tecnologia para financiar data centers, chips e outras estruturas necessárias para a expansão da IA.

 

O patrimônio de Larry Ellison, fundador da Oracle, é um dos exemplos citados. Depois de alcançar temporariamente o topo do ranking dos mais ricos, o empresário viu sua fortuna sofrer uma forte redução posteriormente, enquanto investidores passaram a demonstrar preocupação com o volume de recursos necessários para financiar os projetos de infraestrutura de inteligência artificial da companhia.

 

IA CRIA NOVOS BILIONÁRIOS

 

A valorização do setor não beneficia apenas os fundadores de gigantes já consolidadas.

 

O avanço da inteligência artificial também criou novas fortunas entre empreendedores de startups e empresários responsáveis pela fabricação de chips, servidores, componentes e outros equipamentos utilizados na infraestrutura tecnológica.

 

Fundadores e executivos de empresas de inteligência artificial, como a Anthropic, passaram a integrar o grupo de bilionários após novas rodadas de investimentos elevarem significativamente o valor de mercado dessas companhias.

 

Na Ásia, empresários ligados à fabricação de componentes para data centers, chips e equipamentos eletrônicos também ampliaram suas fortunas.

 

China e Taiwan aparecem entre os mercados que mais se beneficiaram da expansão do setor, especialmente devido à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China e à corrida pela liderança em inteligência artificial.

 

TECNOLOGIA DOMINA CRESCIMENTO DAS FORTUNAS

 

Entre os principais setores analisados, a tecnologia apresentou disparadamente o maior crescimento de patrimônio entre os bilionários em 2026.

 

O levantamento aponta aumento de US$ 845 bilhões nas fortunas ligadas à tecnologia. Na sequência aparecem finanças, com US$ 267 bilhões; indústria, com US$ 65 bilhões; energia, com US$ 24 bilhões; e materiais, com US$ 3 bilhões.

 

O fenômeno mostra como a inteligência artificial deixou de ser apenas uma área de inovação tecnológica e passou a influenciar diretamente os mercados financeiros e a distribuição global de riqueza.

 

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Ao mesmo tempo, o aumento da concentração patrimonial reacendeu o debate sobre impostos para os super-ricos e sobre como a nova geração de bilionários de tecnologia poderá influenciar a distribuição de riqueza nas próximas décadas. 

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