Nova regra da Anatel vai exigir reconhecimento facial dos usuários de telefonia móvel. A medida pretende combater golpes e fraudes, mas quem já tem uma linha não precisa se preocupar imediatamente, pois a implantação será gradual
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou uma nova regra que tornará obrigatória a validação por biometria facial para cadastrar e manter linhas de telefonia móvel ativas no Brasil. A medida será implementada gradualmente a partir de 2027 e também alcançará consumidores que já possuem números de celular registrados.
A exigência valerá para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs). O objetivo é dificultar fraudes envolvendo a abertura de linhas com dados falsos ou de terceiros, prática que pode facilitar golpes, falsidade de identidade e outras atividades criminosas.
O procedimento deverá incluir reconhecimento facial e uma prova de vida, mecanismo utilizado para verificar se existe uma pessoa real diante da câmera. A imagem será comparada com informações disponíveis em bases biométricas públicas ou mantidas por fornecedores privados. A validação deverá ser oferecida pelas operadoras em lojas físicas, sites e aplicativos oficiais.
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O cronograma prevê que as novas ativações de linhas pré-pagas adotem o procedimento até 30 de setembro de 2027. Para novas linhas pós-pagas, portabilidade, troca de chip e alterações cadastrais ou contratuais solicitadas pelos clientes, o prazo de adaptação será até 31 de dezembro de 2027.
Quem já possui uma linha também precisará regularizar o cadastro caso ainda não tenha passado pela validação biométrica. O prazo final será 31 de dezembro de 2028. A partir de janeiro de 2029, números que continuarem sem regularização poderão ser suspensos, seguindo as regras de notificação previstas na norma, e posteriormente cancelados.
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A regulamentação também prevê alternativas para situações em que não seja possível concluir o reconhecimento facial. As operadoras deverão respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que classifica informações biométricas como dados pessoais sensíveis e exige cuidados específicos no tratamento dessas informações. A iniciativa busca reforçar a segurança dos cadastros telefônicos, sem dispensar a necessidade de proteção dos dados dos consumidores.