A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2026 caiu para 4,9%, ficando abaixo de 5% pela primeira vez desde maio, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A revisão ocorre após a inflação oficial mostrar sinais de desaceleração nos últimos meses.
A nova estimativa ainda está acima do centro da meta de inflação, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O teto, portanto, é de 4,5%. Apesar da melhora na previsão, o mercado ainda espera que o IPCA termine o ano acima desse limite.
O cenário de inflação mais baixa ganhou força após o IPCA registrar deflação de 0,32% em agosto. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 4,22%, abaixo do teto da meta. A queda foi influenciada principalmente pela redução de 7,63% na conta de energia elétrica, além de recuos em passagens aéreas, alimentos e combustíveis.
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O mercado também passou a projetar uma redução da Selic de 14% para 13,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 15 e 16 de setembro. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual, que pode ser o último do ano segundo as projeções atuais.
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Para 2027, entretanto, a previsão de inflação subiu levemente, de 4,29% para 4,30%. A projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 também foi reduzida, de 1,93% para 1,89%, mostrando que, apesar do alívio nas expectativas de preços, o mercado ainda vê desafios para a atividade econômica.