Painel da B3, a Bolsa de São Paulo
O mercado financeiro começou esta quinta-feira em clima de tensão e nervosismo. Logo após a abertura dos negócios, o Ibovespa passou a operar em forte queda, pressionado pelo aumento da aversão ao risco no cenário internacional e também pela disparada dos juros futuros no Brasil.
Por volta das 10h15, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 1,39%, ficando na casa dos 181.412 pontos. Mesmo com algumas ações tentando segurar a onda, como as da Petrobras que subiram com a valorização do petróleo no mercado internacional, o clima pesado no exterior acabou falando mais alto e puxando o índice para baixo.
Os ataques recentes no Oriente Médio aumentaram a tensão global e fizeram investidores correrem para ativos considerados mais seguros. Com isso, empresas de grande peso na Bolsa brasileira, como a Vale, passaram a sofrer forte pressão e ajudaram a ampliar as perdas do Ibovespa.
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Já as empresas ligadas à economia brasileira, como bancos e varejistas, também entraram na lista das que mais caíram. O motivo foi a alta dos juros futuros depois da divulgação do IPCA, que mostrou que a inflação avançou 0,7% em fevereiro, número acima do que o mercado esperava.
Enquanto a Bolsa sofria, o dólar também reagia ao cenário de incerteza. A moeda americana abriu o dia em leve alta frente ao real, impulsionada justamente pelo aumento da aversão ao risco no mercado internacional e pelos novos ataques registrados contra navios no Oriente Médio.
Durante a madrugada, o petróleo tipo Brent, que é referência mundial, chegou a ultrapassar rapidamente a marca de 100 dólares por barril. O salto aconteceu depois da suspensão de operações em terminais no Iraque e da evacuação de instalações em Omã, enquanto o Irã mantém controle total sobre o estratégico Estreito de Ormuz.
Por volta das 9h35, o dólar subia 0,26% e era negociado a R$ 5,17. No mesmo horário, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a outras divisas globais, avançava 0,23%, chegando aos 99,46 pontos.
O petróleo também seguia em disparada. O barril do Brent subia 7,06%, sendo negociado a 98,48 dólares, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 6,74%, com o barril cotado a 93,07 dólares.
No dia anterior, o Ibovespa já havia mostrado forte oscilação ao longo do pregão, mas conseguiu fechar praticamente estável graças à alta das ações da Petrobras, que acompanharam o avanço do petróleo provocado pela escalada das tensões no Oriente Médio.
No encerramento das negociações de quarta-feira, o índice subiu 0,28% e terminou aos 183.969 pontos. As ações preferenciais da Petrobras avançaram 4,36% e fecharam cotadas a R$ 44,80, enquanto os contratos futuros do petróleo Brent terminaram o dia com alta de 4,76%, a 91,98 dólares por barril.
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Segundo especialistas do mercado, a queda mais forte da Bolsa foi evitada apenas pelo desempenho da estatal. Isso porque papéis de grande peso, como os da Vale, acabaram recuando diante do cenário internacional mais tenso, que costuma afastar investidores estrangeiros e provocar movimentos de venda na Bolsa brasileira.