Gasto com benefício social vai chegar a R$ 178, 5 bilhões no ano que vem
O gasto do Bolsa Família no orçamento federal deve chegar a R$ 162,4 bilhões em 2026 e a R$ 178,5 bilhões em 2027 após o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo. A projeção para o próximo ano representa um aumento de cerca de 1.380% em relação a 2004, quando o programa foi criado, com despesas equivalentes a R$ 12,1 bilhões em valores atualizados pela inflação.
O reajuste começa a valer na folha de outubro, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O valor médio pago às famílias deverá passar de R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, a correção corresponde à inflação acumulada medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
O aumento terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas despesas de 2026 e de aproximadamente R$ 22,7 bilhões em 2027. Como os valores adicionais não estavam previstos no orçamento deste ano nem na proposta para 2027, o governo terá de remanejar recursos e fazer ajustes no projeto orçamentário.
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Desde a criação do programa, os gastos cresceram gradualmente até 2019, quando chegaram a R$ 46,8 bilhões. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, as despesas saltaram para R$ 155,1 bilhões com a inclusão do auxílio emergencial. Nos anos seguintes, mudanças nos valores e na estrutura dos benefícios voltaram a alterar o custo anual do programa.
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Em 2023, após o retorno de Lula à Presidência, o piso de R$ 600 foi mantido e foram criados benefícios adicionais para famílias com crianças pequenas e gestantes. Naquele ano, o gasto chegou a R$ 184,8 bilhões. Depois, as despesas diminuíram com medidas de fiscalização, combate a fraudes e alterações nas regras para saída do programa quando a renda das famílias aumenta.