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Bolsonaro completa seis meses preso na 'Papudinha' e transforma cela em QG político; aliados apostam em prisão domiciliar
Foto: Reprodução

Ex-presidente também virou alvo do Ministério Público Militar (MPM), que solicita sua expulsão das Forças Armadas

Em meio ao risco real de expulsão das Forças Armadas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou à marca de seis meses atrás das grades. Condenado por tentativa de golpe de Estado, ele cumpre pena no 19º Batalhão da PM do DF, a famosa “Papudinha”, enquanto aliados fazem de tudo para tirá-lo de lá e levá-lo para o conforto da prisão domiciliar.

 

A primeira ordem de prisão foi expedida em 4 de agosto de 2025, pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na época, o processo ainda estava em andamento, mas Bolsonaro acabou detido por descumprir medidas cautelares impostas pela Corte.

 

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DA CASA PARA A PAPUDA

 

Moraes mandou prender Bolsonaro após o ex-presidente ignorar restrições como recolhimento noturno, proibição de uso de redes sociais, veto a contatos com diplomatas e outros investigados, além do uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, Bolsonaro participou de lives, manteve articulações políticas e acabou se enrolando ainda mais.

 

O caldo entornou de vez quando, em 22 de novembro, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, após tentar romper a tornozeleira com um ferro de solda. Três dias depois, veio o golpe final: trânsito em julgado da ação penal da trama golpista e a condenação a 27 anos e três meses de prisão.

 

SAÚDE, QUEDAS E RECLAMAÇÕES

 

Desde então, familiares e aliados passaram a alegar problemas de saúde para pressionar o STF. Bolsonaro precisou passar por novas cirurgias no fim do ano por causa de crises de soluços, sofreu uma queda com traumatismo craniano leve e chegou a retornar temporariamente à PF.

 

Em 15 de janeiro, ele foi transferido para a “Papudinha”. Moraes rebateu as reclamações e afirmou que Bolsonaro já cumpria pena com “condições extremamente favoráveis”, mas autorizou a ida para uma Sala de Estado Maior, ainda mais confortável.

 

CELA VIROU COMITÊ ELEITORAL

 

Mesmo preso, Bolsonaro segue jogando política. Em ano eleitoral, sua cela virou ponto de encontro de aliados e articulações de bastidores. Já passaram por lá o senador Flávio Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas, além de parlamentares como Nikolas Ferreira, Carlos Portinho, Bruno Bonetti e Ubiratan Sanderson, todos autorizados por Moraes.

 

Foi da prisão que Bolsonaro escreveu a carta em que ungiu Flávio como sucessor na disputa pelo Planalto. Apesar de flertar com a desistência caso houvesse anistia, o senador já deixou claro: a candidatura está mantida.

 

JOGO DE CINTURA POR PRISÃO DOMICILIAR

 

Nos bastidores, a ordem agora é baixar o tom. A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, orientaram aliados a evitar ataques ao STF. A aposta é clara: discurso mais manso para tentar emplacar a prisão domiciliar.

 

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Michelle, inclusive, esteve com Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes para tentar sensibilizar a Corte. A estratégia é vender a narrativa humanitária, focada na saúde do ex-presidente. Nos corredores do poder, a avaliação é simples: menos barulho, mais chance de Bolsonaro trocar a cela pelo sofá de casa. 

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