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Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Federal para verificar se há armas e munições em casa, diz defesa
Foto: Reprodução

Advogados afirmam que nada foi encontrado na residência; agentes teriam chegado ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por volta das 7h

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um mandado de busca e apreensão em casa nesta quarta-feira com o objetivo de localizar armas e munições, informou a defesa do ex-mandatário. De acordo com o advogado João Henrique de Freitas, a ordem teria sido expedida pelo ministro Alexandre de Moraes

 

"Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes. O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", escreveu Freitas nas redes sociais.

 

Na terça-feira, os advogados haviam informado ao Supremo Tribunal Federal que uma das armas do ex-chefe do Executivo, que não havia sido encontrada no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, está no Rio Grande do Sul.

 

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Segundo os advogados, a arma em questão, uma espingarda, foi um presente dado ao ex-chefe do Executivo e está em uma loja em Caxias do Sul, de onde nunca foi retirada. Inicialmente, a defesa havia afirmado que este armamento também estava sob custódia da Força.

 

Segundo a defesa de Bolsonaro, a espingarda Maestro Armas Company, calibre 12 não chegou a ser encaminhada ao Exército e está sob guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos. Os advogados sugerem que o ministro Alexandre de Moraes oficie a empresa para confirmar a custódia da arma e organizar a apresentação da mesma à PF.

 

Na noite de ontem, a defesa acrescentou que uma outra arma não localizada, uma pistola Glock, está em poder da Polícia Civil após ter sido apreendida numa blitz.

 

Ao todo, dez armas estão registradas em nome de Bolsonaro, segundo decisão de Moraes que cassou o porte de arma do ex-presidente. Em resposta ao despacho, a defesa do ex-chefe do Executivo sustentou inicialmente que oito delas estavam sob guarda do Exército enquanto duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União.

 

O Exército, no entanto, informou que estava apenas com seis armas do ex-presidente, que já foram entregues à Polícia Federal. Sobre os outros dois armamentos, a defesa disse que espingarda está na importadora de armas no Rio Grande do Sul, e a pistola Glock está com a Polícia Civil.

 

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AS ARMAS DE BOLSONARO E SEU PARADEIRO


Pistola Forjas Taurus .380 — estava no Exército e foi entregue à PF;
Pistola Forjas Taurus .40 — estava no Exército e foi entregue à PF;
Carabina/Fuzil Springfield Armory — estava no Exército e foi entregue à PF;
Espingarda Typhoon — estava no Exército e foi entregue à PF;
Pistola Arex — estava no Exército e foi entregue à PF;
Pistola SIG-Sauer — estava no Exército e foi entregue à PF;
Espingarda Maestro Arms Company — está na importadora de artigos bélicos no RS;
Carabina/Fuzil Caracal — já estava com a PF desde 2023, segundo a defesa;
Pistola Caracal — já estava com a PF desde 2023, segundo a defesa;
Pistola Glock — está com a Polícia Civil após ser apreendida com um militar em blitz no DF
 

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