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Governo critica fala de Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA e o acusa de politizar disputa comercial
Foto: Divulgação

Em nota oficial, Planalto afirma que senador agiu com objetivo eleitoral e classificou sua postura como contrária aos interesses do Brasil.

O governo federal divulgou uma nota oficial criticando a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que discute a proposta de aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

 

No comunicado, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirma que repudia a postura adotada pelo parlamentar e sustenta que sua manifestação teve caráter político e eleitoral. Segundo o governo, entre os brasileiros inscritos para participar da audiência, Flávio Bolsonaro foi o único que não se posicionou de forma contrária às medidas comerciais propostas pelos Estados Unidos, defendendo apenas o adiamento da decisão.

 

A nota afirma ainda que, enquanto o senador participava da audiência, representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, das Relações Exteriores, da Justiça e do Palácio do Planalto mantinham reuniões com técnicos do USTR para tentar reverter a aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros.

 

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O governo também criticou declarações de Flávio relacionadas ao caso Master, afirmando que o parlamentar omitiu informações sobre a origem do esquema investigado e mencionando supostos vínculos com o empresário Daniel Vorcaro. O texto ainda cita investigações envolvendo descontos irregulares em benefícios do INSS, destacando que o esquema foi desarticulado durante a atual gestão.

 

Outro ponto abordado na nota é a defesa, atribuída ao senador, de mudanças envolvendo o sistema de pagamentos Pix em discussões com autoridades norte-americanas. O governo argumenta que a negociação com os Estados Unidos busca exclusivamente reverter as tarifas comerciais consideradas injustificadas.

 

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Ao encerrar o comunicado, a Secom afirma que divergências políticas fazem parte da democracia, mas sustenta que recorrer ao apoio de uma potência estrangeira para pressionar o Brasil representa uma atitude contrária aos interesses nacionais. Segundo o governo, há diferença entre fazer oposição ao governo e agir contra os interesses do país. 

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