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Bolsonaro e Braga Netto acompanham por videoconferência depoimentos da trama golpista
Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto estão acompanhando por videoconferência os depoimentos nesta segunda-feira (19) os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa das investigações da trama golpista.

 

As audiências desta segunda-feira marcam o início da instrução (fase de coleta de provas) da ação penal aberta após Bolsonaro, Braga Netto e outros seis denunciados do chamado “núcleo crucial” irem para o banco dos réus por envolvimento numa articulação para impedir a posse de Lula e do vice Geraldo Alckmin.

 

A audiência não está sendo transmitida nem pela TV Justiça nem pelo YouTube. Os jornalistas que acompanham a audiência estão em um salão anexo ao do Supremo Tribunal Federal (STF) assistindo por videoconferência, mas também não podem gravar nem áudio e nem imagem.

 

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É possível saber que Bolsonaro está acompanhando a audiência porque seu nome e imagem aparecem no telão da videoconferência entre os participantes. Além de Bolsonaro, também acompanham os depoimentos de forma remota os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.

 

Já o relator da trama golpista, ministro Alexandre de Moraes, está na sala de audiências do Supremo, enquanto os advogados dos réus estão acompanhando os depoimentos via videoconferência.

 

Nesta segunda-feira, serão ouvidos o ex-comandante do Exército general Marco Antônio Freire Gomes, Clebson Ferreira de Paula Vieira, ex-integrante do Ministério da Justiça, Adiel Pereira Alcântara, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, e Éder Lindsay Magalhães Balbino, responsável por empresa contratada pelo PL para fiscalizar as eleições.

 

No início da maratona de depoimentos, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou Éder sobre a confecção do relatório usado pelo PL para tentar anular o resultado das eleições presidenciais de 2022.

 

As defesas de Braga Netto e Anderson Torres o questionaram se ele teve contato com os ex-ministros da Defesa e da Justiça, respectivamente, em uma tentativa de se afastar do episódio, usado por Gonet para acusar o grupo de golpe de Estado. Éder disse que não conversou com eles durante a confecção do documento.

 

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A expectativa no Supremo é de aliados de Bolsonaro é que o julgamento que vai definir a condenação ou absolvição de Bolsonaro ocorra até outubro. 

 

Fonte: O Globo

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