O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro será ouvido nesta terça-feira (23) pela Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz em Brasília. O depoimento ocorrerá presencialmente no condomínio onde ele cumpre prisão domiciliar.
A investigação apura as circunstâncias em que a arma estava sendo transportada por um integrante da equipe de segurança do ex-presidente e se houve apenas uma irregularidade administrativa ou possível infração à legislação sobre armas de fogo.
A pistola, uma Glock calibre 9 milímetros, foi encontrada durante uma fiscalização da Polícia Militar do Distrito Federal. Embora o armamento estivesse regularmente registrado em nome de Bolsonaro, os policiais constataram a ausência do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), documento exigido para o transporte da arma.
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O veículo era conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e responsável pela segurança do ex-presidente. Em depoimento, ele afirmou que levava a pistola para manutenção após identificar falhas no funcionamento do equipamento.
A Polícia Civil avalia duas possibilidades: a ocorrência de uma infração administrativa pela falta da documentação exigida ou eventual enquadramento em dispositivos do Estatuto do Desarmamento, que prevê pena de prisão e multa em determinadas situações.
A defesa de Bolsonaro sustenta que a arma havia sido entregue para manutenção e que a própria equipe de segurança retirou o percussor do equipamento, tornando-o inoperante. Os advogados afirmam ainda que o ex-presidente apenas solicitou que o armamento fosse encaminhado para conserto após identificar problemas de funcionamento.
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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, para tratamento de saúde. O depoimento desta terça-feira deverá auxiliar os investigadores na definição dos próximos passos do inquérito.