Maiores bancos privados do país apontaram a alta dos juros futuros como justificativa. A Caixa, líder nas contratações para aquisição de imóveis, está em período de silêncio antes da divulgação de seu balanço
Quem pretende financiar a compra de um imóvel vai encontrar taxas mais altas em três dos principais bancos privados do país. Bradesco, Itaú e Santander anunciaram reajustes nos juros do crédito imobiliário entre segunda-feira (26) e esta sexta-feira (30), tornando mais caro o acesso à casa própria.
O aumento mais expressivo foi registrado no Bradesco. A taxa principal passou de 11,99% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). Para clientes do segmento Private, o percentual subiu de 11,70% para 13,60% ao ano, também mais TR. A nova tabela começou a valer na segunda-feira.
No Itaú, a taxa mínima passou para 12,95% ao ano mais TR, com reajuste anunciado na quinta-feira (29). Já o Santander elevou o percentual mínimo de 11,69% para 12,49% ao ano mais TR, com vigência a partir desta sexta-feira. As condições finais podem variar conforme o perfil do cliente e a análise de crédito.
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As instituições financeiras atribuem os aumentos à elevação dos juros futuros, que influencia o custo de captação de recursos utilizados nas operações de longo prazo. Esse movimento pode encarecer o crédito imobiliário mesmo quando a taxa básica de juros não apresenta aumento. Os três bancos responderam por cerca de 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro de 2026.
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A Caixa Econômica Federal, principal instituição do setor habitacional no país, não informou se também pretende alterar suas taxas. Para quem planeja comprar um imóvel, a orientação é comparar propostas de diferentes bancos, observar o Custo Efetivo Total (CET) e avaliar o valor das parcelas antes de fechar contrato. Os reajustes anunciados se aplicam a novos financiamentos e não alteram automaticamente as condições de contratos já assinados.