Atualização da lista oficial mostra aumento no número de animais em risco no país e reforça a necessidade de ações de conservação
O número de animais ameaçados de extinção no Brasil aumentou e chegou a 790 espécies e subespécies, segundo a nova lista nacional publicada pelo Ministério do Meio Ambiente.
A relação anterior, divulgada em 2022, tinha 764 espécies ameaçadas. Com a atualização, houve um aumento líquido de 26 táxons.
Entre os animais incluídos na lista estão a tartaruga-de-pente, o mutum-de-bico-vermelho, o mico-leão-da-cara-preta, o tatu-bola, a arara-azul-de-lear e o peixe-boi-marinho.
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As espécies enfrentam diferentes níveis de risco devido a fatores como perda e fragmentação de habitats, caça, captura, poluição e outras ações humanas.
O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do planeta. Segundo o IBGE, mais de 125 mil espécies de animais são conhecidas no país. Até 2022, 13.939 espécies da fauna brasileira haviam sido avaliadas quanto ao risco de extinção.
A lista é utilizada para orientar políticas públicas e ações de conservação. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mantém o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), que reúne dados utilizados por especialistas para classificar o risco das espécies.
A inclusão na lista não significa que a extinção seja inevitável. A partir da identificação dos riscos, são definidas medidas para proteger as populações e os ambientes onde os animais vivem.
Entre as ações estão os Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, conhecidos como PANs, que organizam medidas de proteção e recuperação das espécies.
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A classificação também pode mudar conforme novos dados científicos são obtidos e os resultados das ações de conservação são avaliados.