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Brasil cria 166,6 mil vagas de emprego com carteira assinada em junho, queda de 19,2% em relação ao ano passado
Foto: Reprodução

Em 2024 foram criadas 206,3 mil vagas de emprego formal no mesmo mês; esse é o pior resultado para o mês de junho desde 2023

O Brasil gerou 166.621 vagas de emprego com carteira assinada em junho deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, foram registradas 2,13 milhões de contratações e 1,97 milhão de demissões no período.

 

O saldo representa uma queda de 19,2% em relação a junho de 2024, quando foram criados cerca de 206,3 mil empregos formais, e é o pior resultado para o mês desde 2023, quando o saldo foi de 155,7 mil vagas abertas.

 

O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que previa a abertura de cerca de 175 mil vagas para o mês.

 

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Questionado durante a apresentação dos dados se o tarifaço pode vir a afetar a geração de empregos ainda neste ano, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo brasileiro está à disposição para dialogar com os Estados Unidos sobre as novas tarifas anunciadas.

 

— O mundo não vai acabar (com o tarifaço). O governo brasileiro, o presidente Lula, diz sempre que nós estamos sempre inteiramente à disposição para dialogar. Os EUA são um parceiro econômico importante do Brasil, uma construção de mais de dois séculos, portanto ninguém pode ficar com qualquer dúvida em relação a essa relação — disse.

 

O ministro destacou ser preciso separar questões comerciais de outros temas e que, no caso específico das tarifas, o governo não vê justificativa para medidas dessa magnitude. Marinho também comentou o cenário de incerteza internacional.

 

— Qualquer questão da conjuntura nacional e internacional obviamente preocupa. Consolidando a decisão, vamos ver o que fazer. Como se trata de uma relação um tanto quanto esquizofrênica, temos que analisar.

 

Ele ainda afirmou que qualquer decisão que mire em ajuda ao setores só serão anunciadas a partir de quarta-feira (6), quando o tarifaço entra em vigor.

 

ACUMULADO DO ANO


De janeiro a junho de 2025, o país criou 1.222.591 milhão de empregos formais, queda de 6,8% em comparação ao mesmo período de 2024 (1,31 milhão). Essa foi a menor geração de vagas para o primeiro semestre desde 2023 (1,03 milhão).

 

Ao fim de junho, o Brasil tinha 48,41 milhões de empregos com carteira assinada — mais que em maio deste ano (48,25 milhões) e em junho do ano passado (46,82 milhões).

 

No acumulado de 12 meses (julho de 2024 a junho de 2025) o saldo é de 1.590.911 empregos criados, número menor que o observado o mesmo período de julho de 2023 a junho de 2024 (1.735.145).

 

DESEMPENHO POR SETORES


Todos os cinco setores da economia registraram saldo positivo em junho, com destaque para Serviços:

 

Serviços: +77.057
Comércio: +32.938
Indústria: +20.105
Agropecuária: +25.833
Construção: +10.665

 

ESTADOS QUE MAIS CONTRATARAM


No recorte regional, 26 das 27 unidades da federação tiveram saldos positivos. As UF's com maior saldo foram: São Paulo (+40.089 vagas), Minas Gerais (+24.228 vagas) e Rio de Janeiro (+15.363 vagas). O pior desempenho foi registrado no Espírito Santo com menos 3.348 postos de trabalho.

 

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SALÁRIO DE ADMISSÃO


O salário médio de admissão em junho foi de R$ 2.278,37, com alta real em relação a maio (R$ 2.253,89). Na comparação com junho de 2024 (R$ 2.249,61), também houve aumento. 

 

Fonte: O Globo

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