China é a principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações
O Brasil deve atingir em agosto o limite da cota de exportação de carne bovina para a China, o que já começa a gerar impactos no mercado interno, segundo estimativas do setor. A China é o principal destino da carne brasileira e o esgotamento da cota anual tende a alterar o ritmo das exportações.
Com a proximidade do limite, frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois destinados ao mercado externo, o que pressiona as cotações do boi gordo no país. A expectativa é de desaceleração dos embarques no segundo semestre caso o volume autorizado seja totalmente preenchido.
A China impõe uma cota anual para importação de carne bovina brasileira, e quando esse teto é alcançado, passam a incidir tarifas mais altas sobre os embarques adicionais, o que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado asiático.
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No cenário atual, analistas avaliam que a maior oferta de animais no mercado doméstico, somada à redução da demanda externa, tende a pressionar os preços pagos aos pecuaristas. O movimento já é observado em contratos e negociações físicas, com tendência de ajuste nas próximas semanas.
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Especialistas apontam que o comportamento do mercado vai depender do ritmo final das exportações até o esgotamento da cota e da capacidade dos frigoríficos de redirecionar a produção para outros mercados internacionais.