Média de escolaridade e expectativa de anos de estudo não avançam, mostram dados do Pnud
O progresso brasileiro no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2023 ocorreu graças a melhores resultados nos dados de renda e saúde. O Brasil, porém, segue estagnado na educação, o que impede o país de subir mais no ranking.O IDH é um índice do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e considera três dimensões.
Na área de educação, são dois indicadores: a expectativa de escolaridade — que considera a estimativa de média de anos de estudos que a atual geração de crianças terá quando completar seu ciclo escolar — e a escolaridade média da população, que corresponde efetivamente aos anos de estudo
Em 2023, a expectativa de escolaridade no Brasil se manteve em 15,79 anos. Ao menos desde 2020, ano da pandemia, ela está nesse patamar, com pequena variação nas casas decimais.
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No dimensão renda, o Brasil avançou bem. Saiu de uma renda per capita por paridade de compra de US$ 17.594, em 2022, para US$ 18.011 no ano seguinte. Em 2020, era de US$ 16.609.
Além do aumento do valor de benefícios sociais, como Bolsa Família, houve melhora no mercado de trabalho desde a pandemia. Os dados mais recentes de emprego, por exemplo, mostram que a taxa de desemprego está em um dos menores patamares da série histórica no país.
Já no indicador de saúde, o Brasil conseguiu reverter o prejuízo provocado pela pandemia de Covid-19, com avanço na expectativa de vida ao nascer, para 75,85 anos.
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O IDH do Brasil atingiu 0,786 em 2023, nível que o coloca no grupo de alto Índice de Desenvolvimento Humano. No ano anterior, o IDH era de 0,760. O relatório mais recente incorpora a atualização realizada pelo Banco Mundial na série histórica de renda per capita dos países, cujo ano-base passou de 2017 para 2021. O IDH varia de zero a 1 e, quanto maior, melhor.
Fonte: O Globo