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Brasil pode travar exportações de carne para a China após atingir limite anual
Foto: Reprodução

País asiático importou mais de 510 mil toneladas do produto brasileiro nos primeiros três meses do ano, o que equivale a 46% da cota

O Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, está prestes a atingir a cota anual de embarques para a China, seu principal comprador. A situação pode provocar uma mudança significativa no mercado global, em um momento de alta nos preços da carne.


A medida foi adotada pelo governo chinês no início de 2026, com o objetivo de proteger produtores locais. Com isso, frigoríficos brasileiros aceleraram os envios, e o limite pode ser alcançado antes mesmo da metade do ano.


Caso a cota seja ultrapassada, uma tarifa de 55% será aplicada sobre os volumes excedentes, o que, na prática, pode inviabilizar novas exportações e causar uma paralisação temporária no comércio entre os dois países.

 

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Segundo o analista João Otávio Figueiredo, da Datagro, o cenário é inédito e tem gerado tensão na cadeia produtiva. A expectativa é de desaceleração no ritmo de abates no Brasil.


Por outro lado, o impacto pode ser positivo para outros mercados. Com o bloqueio parcial das vendas para a China, frigoríficos brasileiros devem buscar novos destinos, o que pode aumentar a oferta global e aliviar os preços para consumidores de outros países.


Os Estados Unidos aparecem como um dos principais destinos alternativos, impulsionados pela escassez de gado e pelos altos preços da carne no país.


Dados indicam que a China importou mais de 510 mil toneladas de carne bovina brasileira apenas no primeiro trimestre, o que representa cerca de 46% da cota anual. Até o fim de abril, esse percentual pode chegar a 65%.


A Abiec já sinaliza que, a partir de meados de maio, frigoríficos podem começar a reduzir o processamento voltado ao mercado chinês. Projeções mais conservadoras apontam para junho como o período crítico.

 

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O cenário já começa a impactar o mercado interno, com pressão sobre os preços do gado vivo. Ao mesmo tempo, pecuaristas seguem segurando parte da produção, o que ajuda a equilibrar a oferta diante das incertezas no comércio internacional. 

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