O Brasil registrou uma redução significativa no número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente. Em 2025, cerca de 50 mil crianças ficaram sem o imunizante, contra aproximadamente 360 mil em 2023. Apesar do avanço, especialistas alertam que ainda é necessário ampliar a cobertura vacinal para evitar doenças que podem ser prevenidas.
Além de iniciar a vacinação, é fundamental completar todas as doses previstas no calendário. Dados internacionais mostram que, em 2025, cerca de 7,3 milhões de bebês receberam a primeira dose da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, mas não chegaram a receber a primeira dose contra o sarampo.
A cobertura mundial contra o sarampo alcançou 84% na primeira dose e 77% na segunda, índices abaixo dos 95% recomendados para evitar surtos da doença.
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VACINAS EM CADA FASE DA VIDA
O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde estabelece os imunizantes recomendados desde o nascimento até a terceira idade, incluindo orientações específicas para gestantes e pessoas com condições de saúde que exigem cuidados adicionais.
Nos primeiros dias de vida, os bebês devem receber as vacinas BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, e hepatite B. Nos meses seguintes, são aplicadas doses de imunizantes como pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica e meningocócica.
A partir dos seis meses, entram no calendário as vacinas contra influenza e covid-19. Aos nove meses, está prevista a imunização contra febre amarela. Por volta de um ano, a criança recebe a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, além de outros imunizantes e reforços.
Na adolescência, a vacina contra o HPV é indicada dos 9 aos 14 anos. A imunização contra a dengue também é recomendada para essa faixa etária, dos 10 aos 14 anos, conforme as orientações do programa de vacinação. Já a vacina meningocócica ACWY está prevista entre os 11 e 14 anos.
Na fase adulta, é importante manter atualizadas as vacinas contra hepatite B, tétano, difteria, febre amarela e tríplice viral, de acordo com a idade e o histórico de imunização. A partir dos 60 anos, ganham destaque as vacinas contra influenza e covid-19.
COMO ATUALIZAR A CADERNETA
A farmacêutica Larissa Paiva, da rede Santo Remédio, orienta que o primeiro passo para colocar a vacinação em dia é procurar um profissional de saúde e apresentar a caderneta. Dessa forma, é possível identificar doses pendentes e verificar quais imunizantes são necessários para cada faixa etária.
Além das vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), clínicas e estabelecimentos privados também disponibilizam imunizantes, ampliando as possibilidades de atendimento.
Entre as vacinas oferecidas pela rede Santo Remédio estão as de influenza, hepatites A e B, dengue, HPV, herpes-zóster, pneumocócicas, meningocócicas, febre amarela e DTP.
Segundo Larissa, a vacina contra influenza está entre as mais procuradas, principalmente durante os períodos de maior circulação de doenças respiratórias. Também existe procura significativa por imunizantes contra hepatite, dengue, HPV e herpes-zóster.
A farmacêutica destaca ainda a facilidade de acesso como um dos diferenciais da vacinação em farmácias. Algumas unidades da rede possuem salas que funcionam das 7h às 23h, permitindo que pessoas com rotina de trabalho intensa consigam atualizar a caderneta em horários alternativos.
Os espaços contam com profissionais habilitados, estrutura adequada e orientação antes e depois da aplicação. Após o atendimento, o paciente recebe o registro da vacina, que pode ser compartilhado com o médico responsável pelo acompanhamento de sua saúde.
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A recomendação é conferir regularmente a caderneta de vacinação e não deixar doses pendentes. Manter o esquema vacinal atualizado é uma das principais medidas para prevenir doenças, reduzir complicações e proteger toda a população.