Empresas brasileiras que atendem aos critérios do Plano Brasil Soberano já podem protocolar pedidos de financiamento na terceira etapa do programa. A iniciativa, operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), oferece linhas de crédito para negócios afetados pela instabilidade internacional e pelo aumento de tarifas comerciais.
O programa reúne recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. Nesta nova fase, estão incluídas empresas exportadoras de bens e seus fornecedores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos, além de setores industriais considerados estratégicos para o comércio exterior e empresas que exportam para países do Golfo Pérsico.
Entre os setores contemplados estão segmentos como têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, minerais críticos e máquinas e equipamentos. Para alguns grupos, é necessário comprovar que pelo menos 1% do faturamento da empresa teve origem em operações comerciais com os países ou mercados previstos no programa.
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Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e projetos de investimento. As condições de financiamento variam conforme o porte da empresa e a modalidade escolhida. Empresas de todos os portes podem buscar o crédito pela modalidade indireta, por meio de instituições financeiras habilitadas pelo BNDES.
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O prazo para protocolo das operações varia conforme a modalidade. No apoio indireto, os pedidos podem ser apresentados até 17 de novembro de 2026, enquanto algumas operações diretas têm prazo até 4 de novembro. O BNDES alerta que o envio da solicitação não garante a contratação, que depende da análise do pedido e da disponibilidade de recursos.