A medida foi oficializada pela Comissão Europeia e passará a valer a partir de 3 de setembro
O governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com a União Europeia para tentar evitar a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco europeu. A medida foi oficializada pela Comissão Europeia e passará a valer a partir de 3 de setembro.
As tratativas estão sendo conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores. Na última quinta-feira (4), o ministro Mauro Vieira conversou com representantes da área de Comércio da União Europeia em busca de uma solução para o impasse.
Com a decisão, o Brasil perde a autorização para exportar produtos como carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas para os países do bloco. Segundo a Comissão Europeia, a exclusão ocorreu porque o país não apresentou informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.
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A legislação europeia restringe substâncias utilizadas como promotores de crescimento na pecuária, consideradas importantes para a saúde humana. Entre elas estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina.
Enquanto o Brasil foi retirado da lista de exportadores habilitados, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai mantiveram autorização para comercializar esses produtos com a União Europeia.
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de parte dos antimicrobianos questionados pelos europeus. Mesmo assim, o bloco entendeu que as medidas ainda não foram suficientes para garantir a conformidade exigida.
Especialistas avaliam que o retorno do Brasil à lista dependerá da ampliação das restrições aos medicamentos vetados ou da adoção de sistemas mais rigorosos de controle e rastreabilidade da produção animal.
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A União Europeia é um dos principais mercados para o agronegócio brasileiro. Dados do Ministério da Agricultura apontam que o bloco está entre os maiores destinos das exportações de carnes do país, atrás apenas da China em diversos segmentos.